O vereador Giló (PR) foi acusado por um ex-assessor parlamentar de ter se apropriado, durante nove meses, de metade do salário dele para pagar dívidas da campanha eleitoral. A ação do ex-assessor Feres da Silva Lahan está na 6ª Vara Cível e deve ser analisada pela juíza Rosa Maria Silva de Moraes Travassos. Lahan pede indenização de cerca de R$ 256 mil ao vereador, contabilizando R$ 227 mil por danos morais e R$ 29,7 mil por danos materiais.
Além da divisão meio a meio do salário, de R$ 1.945,45, Lahan acusa o ex-patrão de tê-lo obrigado a contrair empréstimo consignado (48 parcelas de R$ 391,37). O empréstimo, segundo o denunciante, também teria sido usado para pagar dívidas de campanha.
Como foi exonerado em setembro do ano passado, na ação, o advogado André Luiz Tonelli, contratado pelo ex-assessor, argumenta que ele não pôde pagar as demais parcelas e teve seu nome incluído em listas de serviços de proteção ao crédito.
A reportagem procurou pelo ex-assessor, que estaria desempregado, em sua casa no Ipiranga. Familiares informaram que Feres não estava em casa e que deve falar sobre o assunto apenas na segunda-feira.
Viagem
Giló também não foi localizado pela reportagem. Ele não retornou as ligações feitas para o seu celular. Segundo seu gabinete na Câmara, ele estava em viagem de trabalho a São Paulo, onde visitaria o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte para negociar a remoção da linha férrea do perímetro urbano e chegaria hoje à cidade.
De acordo com o chefe de gabinete, Giló ainda não tinha conhecimento da ação.