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25/01/2010

MORRE ADOLESCENTE BALEADO POR POLICIAL MILITAR EM BOATE




O adolescente Edmar Lopes Júnior, de 15 anos, que foi baleado por um policial militar na madrugada de sábado (23), morreu durante a noite na Santa Casa de Ribeirão Preto. O jovem será enterrado às 17h deste domingo (24), no Cemitério da Saudade.

O crime
A casa noturna onde o jovem foi baleado funciona no prédio da Associação de Aposentados e Pensionistas, no bairro Campos Elíseos. De acordo com a Polícia Civil, uma confusão começou por volta das 3h, quando algumas pessoas quebraram objetos dentro do banheiro. Para conter o tumulto, segundo testemunhas, os seguranças usaram gás pimenta. Ainda segundo a polícia, o policial militar que fazia bico como segurança, Alan Carlos Oliveira Nogueira, de 29 anos, fez dois disparos, sendo que um deles atingiu o jovem.

Na boate, foram encontradas cápsulas de cocaína vazias. As vidraças da casa noturna foram quebradas por pessoas revoltadas com o crime. O dono da boate, Peterson Luiz Ruciretta, também será responsabilizado pelo crime, já que o local é frequentado por adolescentes.

Irregular
O soldado Nogueira foi apresentado à Polícia Civil pela corporação da Polícia Militar na tarde de sábado. Ele confessou ser o autor do tiro que atingiu o adolescente, mas disse que foi um acidente.

As pistas para a polícia chegar até o soldado foram o carro usado na fuga e as imagens gravadas pelas câmeras que fica no posto em frente à boate.

Há seis anos, o soldado faz parte da corporação de São Simão. Agora, ele poderá ser punido e até excluído da corporação, porque ele estava proibido de realizar a segunda atividade como segurança. “Já está sendo aberta uma sindicância para apurar, já que existe essa proibição”, afirmou o major da PM, Francisco Mango Neto.

A corregedoria da PM abriu um inquérito para apurar o caso. O soldado foi levado para o presídio da Policia Militar em São Paulo.

Boate
O presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas, que aluga a boate, Antônio Ferreira do Nascimento, diz que vai cancelar o contrato. “Agora que eu estou sabendo não vai ter mais”, disse.

Revolta
Andréia de Morais Lopes é mãe do adolescente e espera que o policial seja punido. “Ele com policial pode sair atirando onde só tem menores?”, questionou.