O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, em foto de arquivo. (Foto: Reuters) A economia do Brasil terá crescimento de 4,7% em 2010, nesta terça-feira (26) o Fundo Monetário Internacional (FMI). Em outubro, o mesmo órgão apontava para uma alta de 3,5% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro este ano.
As expectativas do FMI, no entanto, ficam aquém das oficiais brasileiras: o Banco Central espera uma alta de 5,8% no PIB deste ano; o Ministério da Fazenda, de 5,2%.
O desempenho da economia brasileira deve ajudar a América Latina a registrar um ano melhor do que o previsto, com avanço de 3,7%. O crescimento do México deve ficar pouco atrás do Brasil, com expansão de 4% este ano - sete décimos a mais que o calculado anteriormente -, após sofrer uma profunda recessão que eliminou 6,8% de seu PIB no ano passado.
Economia mundial
No documento “Perspectivas Econômicas Mundiais”, o FMI revisou para 3,9% a perspectiva de crescimento para a economia global em 2010. Em outubro, a previsão era de alta de 3,1%. O impulso da economia internacional deve continuar em 2011, com perspectiva de crescimento de 4,3%, pouca mudança em comparação com o estimado anteriormente (4,2%).
A recuperação mais forte do que a antecipada deve ser impulsionada pelo vigor dos países emergentes, cuja PIB deve crescer 6%. Já as economias avançadas crescerão 2,1% em 2010, de acordo com seus novos cálculos.
Segundo o relatório, trata-se de uma recuperação em duas velocidades, pois a retomada nos países ricos é mais frágil que após recessões anteriores, enquanto, em muitos dos emergentes, "a atividade será relativamente vigorosa, sobretudo graças ao dinamismo da demanda interna".
Os Estados Unidos, epicentro da crise, crescerão 2,7% este ano, o que implica em uma grande revisão dos números do (FMI, que, em outubro do ano passado, tinha previsto um avanço de apenas 1,5%. Em 2011, a expansão diminuirá a 2,4%, de acordo com os cálculos do Fundo.
Em comparação, a recuperação na zona do euro será mais fraca, com um crescimento de 1% este ano e de 1,6% em 2011.
Nos países emergentes, o FMI também fez grandes correções para cima. A maior é a da Rússia, que avançará este ano 3,6%, frente ao 1,5% que o Fundo antecipou em outubro. A China deve voltar aos dois dígitos, com crescimento de 10%, e a Índia avançará 7,7%.
Com informações da EFE e do Valor Online