ECONOMIA

01/02/2010

COSAN PROPÕE ALIANÇA DE US$ 12 BILHÕES COM SHELL


Parceria poderá reunir operações de açúcar, etanol e distribuição.

A Cosan, maior empresa de açúcar e álcool do país, anunciou nesta segunda-feira (1) que iniciou negociações com a Shell que poderão resultar na formação de uma joint-venture de US$ 12 bilhões e reunir sob um mesmo teto operações de açúcar, etanol, distribuição de combustíveis e pesquisa de desenvolvimento.

De acordo com comunicado enviado ao mercado, a companhia assinou no fim de semana um memorando de entendimento entre as empresas, que prevê negociações exclusivas por 180 dias.

Se formada, a joint-venture (contrato de parceria para desenvolver um projeto, o que não equivale a uma fusão) unirá os negócios da Cosan de açúcar e etanol, incluindo co-geração de energia, com ativos de distribuição e comercialização de combustíveis da Shell no Brasil, além da participação da petrolífera em empresas de pesquisa e desenvolvimento a partir da biomassa.

Caso a negociação entre as partes chegue a um acordo, a operação ainda precisa ser aprovada pelos órgão responsáveis.

No documento, consta ainda que a Shell "realizará em até dois anos um aporte em dinheiro no valor aproximado de US$ 1,625 bilhão e um aporte contingente estimado pela Cosan em US$ 300 milhões ao longo de um período de aproximadamente 5 anos, a título de contribuição adicional baseada em ganhos futuros da estrutura conjugada".

O valor dos ativos a serem transferidos pela Cosan à associação soma US$ 4,925 bilhões. A companhia ainda vai migrar dívidas líquidas de cerca de US$ 2,524 bilhões.

Duas novas empresas
Segundo a Cosan, a associação será "possivelmente" implementada por meio da criação de duas companhias. Uma ficaria a cargo de açúcar, etanol e co-geração de energia.

A outra ficaria com os ativos de distribuição de combustíveis, que será a terceira maior do setor do país, com 4.500 postos de combustíveis no Brasil.

A Cosan vai dar mais esclarecimentos sobre a operação proposta ainda nesta segunda-feira.

A companhia vai deixar de fora da associação suas atividades com produção e venda de lubrificantes, atividades logísticas da Rumo Logística, propriedades agrícolas e marcas de alimentos, como "Da Barra" e "União".

(Com informações da Reuters e do Valor Online)