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19/02/2010

AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA TERÃO MAIS 5 ESPORTES EM 2010


O tchoukball já é sucesso em escola de Avaré e já consta no Caderno do Professor como modalidade esportiva alternativa

Em 2010, o rugby, o baseball, o frisbee, o badminton e o tchoukball devem chegar a mais de 485 mil alunos do 2º ano do Ensino Médio da rede estadual de educação. As modalidades esportivas – que são pouco conhecidas no Brasil – constam desde 2008 na proposta curricular das escolas estaduais desenvolvida pela Secretaria de Estado da Educação e já fazem sucesso em algumas regiões do Estado.

A orientação da Secretaria é que os professores promovam a experiência com os esportes alternativos sugeridos e os apliquem durante o 3º bimestre do 2º ano do Ensino Médio.

A idéia é não restringir as experiências dos alunos às quatro modalidades esportivas tradicionais da Educação Física Escolar (Futsal, Handball, Basquete e Vôlei). Nos cadernos do Aluno e do Professor deste ano, haverá instruções específicas para cada um dos esportes alternativos.

Tchoukball ganha destaque em Avaré

Ensinar uma nova modalidade esportiva às crianças não é tarefa fácil para os professores de Educação Física, principalmente devido ao fascínio gerado pelo futebol no país. Porém, em Avaré, um professor decidiu inovar e chamou os alunos para assistir a um DVD sobre um jogo de nome curioso, criado na década de 1960 pelo biólogo suíço Hermann Brandt e que ficou conhecido como o “esporte da paz”, por não permitir o contato físico entre os competidores.

“Coloquei um vídeo com algumas partidas de tchoukball e imediatamente os alunos se mostraram atraídos pelo esporte", conta Odair Antônio Ferrazzini, de 53 anos e há 20 trabalhando como professor na Escola Estadual Dona Maria Isabel Cruz Pimentel, em Avaré.

O interesse de Odair pelo Tchoukball nasceu há seis anos, quando recebeu informações sobre o esporte de outro professor da rede estadual que havia participado de um congresso em Foz do Iguaçu. “Sempre gostei de esportes alternativos e esse é um esporte democrático. Mesmo quem não leva jeito para a prática acaba gostando”, revela o curioso professor.