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24/02/2010

CAIXA PODERÁ EXIGIR O CPF DO APOSTADOR NOS BILHETES


Medida em estudo pelo banco acabaria com os bolões, vendidos mesmo com proibição

Até o começo da noite desta terça-feira as casas lotéricas de Ribeirão Preto continuavam oferecendo bolões aos clientes. Embalados pelo valor acumulado de R$ 61 milhões, o terceiro maior rateio da história da mega-sena, que será sorteado nesta quarta, os donos de lotéricas não abriram mão do bolão, modalidade de aposta proibida pela Caixa Econômica Federal.

Em razão da ocorrência em Novo Hamburgo (RS), onde onze apostadores reclamam o recebimento de prêmio de aposta que não teria sido registrada, especulou-se a possibilidade de a CEF agilizar a exigência da impressão do CPF do apostador no comprovante.

Essa ideia, já em estudo, foi levantada nesta terça na sede de jogos da CEF, na avenida Itatiaia, em Ribeirão, durante treinamento de funcionários de lotéricas da região.

O registro do CPF na aposta evitaria lavagem de dinheiro, roubo ou desvio do bilhete e outros tipos de fraudes. E, principalmente, determinaria o fim do bolão.

O gerente regional de Canais da CEF, em Ribeirão, Celso Javorsky, não quis conceder entrevista sobre o assunto. Em nota, a CEF esclareceu que "o comprovante emitido pelo terminal de apostas é o único documento que habilita o recebimento de prêmios. Todas as lotéricas são obrigadas a afixar em local visível ao público o cartaz intitulado ‘Proteja Seu Prêmio’, que contém as informações necessárias para os apostadores realizarem suas apostas com segurança. As lotéricas executam as atividades por sua conta e risco (alertando sobre o bolão). Por isso, as irregularidades comprovadas são punidas de acordo com a sistemática de sanções administrativas, que incluem advertência, multa, suspensão e revogação compulsória da permissão".

Fonte: Jornal A Cidade