Estudantes espiam por portão fechado de escola. Foto: Weber Sian / A CidadeA Secretaria da Educação do Estado ameaça descontar os dias que os professores da rede estadual deixaram de trabalhar para aderir à greve da categoria, iniciada no começo da semana.
A entidade afirma, por meio de nota, que não reconhece o movimento grevista por considerar que apenas 1% dos 220 mil professores da rede estadual de ensino está paralisado e que, portanto, não há justificativa para a ausência nas escolas.
O Estado diz ainda que os grevistas perderão a chance de receber bônus salarial por resultados, que paga anualmente até 2,9 salários para as equipes escolares que superarem metas da secretaria.
A secretaria ainda quer cortar o benefício do Programa de Valorização pelo Mérito, que permite aumento salarial de 25%, para grevistas. Os dois projetos, ainda segundo a nota, tem como regra a regularidade da presença dos professores nas escolas.
A categoria reivindica reajuste salarial de 34,3%, mas o Estado diz que o aumento desorganizaria as finanças.
Outro lado
A subsede de Ribeirão Preto da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), que lidera o movimento, afirma que já esperava a atitude do governo. "É apenas uma tentativa de desmobilizar a greve que cresce a cada dia", diz o diretor estadual da Apeoesp, Mauro da Silva Inácio.
Segundo cálculos do sindicato, cerca de 65% das 116 escolas da rede da região de Ribeirão Preto estão sem aulas. Os números contradizem os da Diretoria Regional de Ensino, que informa que a adesão à greve foi de 10% do total.
"Não tem como falar que estamos em greve. O número aqui ainda é pouco para caracterizar uma greve. Este número não vai crescer", afirmou a dirigente regional, Gertrudes Ferreira.
Unidades fechadas
A reportagem entrou em contato nesta quarta-feira com 25 escolas de ensino estadual de Ribeirão Preto. Do total, apenas as escolas Amélia Santos Musa, Ruben Cláudio Moreira e Sebastião Fernandes Palma estão totalmente fechadas.
Outras sete escolas mantiveram parcialmente as atividades pedagógicas.
Fonte: Jornal A Cidade