Depois de perder para o time reserva da Portuguesa, em um jogo-treino, Vampeta falou sobre sua experiência no comando do Nacional-SP, três semanas depois de assumir o time. Em clima descontraído, o ex-jogador do Timão, que surpreendeu ao ser anunciado como novo técnico do “Corinthians B”, no dia 22 de fevereiro, não se deixou abater pela derrota por 4 a 2 para os reservas da Lusa.
- No futebol tudo é um questão de simplicidade. Não tem nada de pintar o céu de vermelho. O céu é azul com nuvens brancas, às vezes meio cinzas – disse Vampeta, arriscando-se na poesia.
Na tarde de quarta-feira, no CT do Parque Ecológico do Tietê, dois gols de Ronaldo, um de Celsinho e outro de Biscayzacu garantiram a vitória da Lusa. Enquanto isso, do banco, o ex-volante se esforçou muito para ser ouvido pelos seus atletas.
Ao trocar o nome de Jadson por Jackson enquanto passava instruções na beira do gramado, o técnico admitiu que ainda não memorizou o nome de todos os seus jogadores.
- São 70 jogadores, para transformar num grupo de 20, 25 para disputar a competição. A gente não decora o nome dos parentes em casa, imagina o de 70! – brincou Vampeta.
No segundo tempo do jogo-treino, uma das apostas do Nacional, que disputa a Quarta Divisão do Paulista, foi Romarinho. Porém, o jogador não correspondeu em campo aos pedidos do técnico.
- Pede a bola, Romarinho! – gritava Vampeta. E nada. Depois, o jovem justificou para o professor por que não conseguia fazer o que ele pedia.
- Estou rouco, professor. Eles não me ouvem, não me dão a bola. Não consigo falar – explicou o atleta.
Aos 35 anos, o “velho Vamp” atuou pela última vez pelo Timão no rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro, em 2007. Depois disso, defendeu por alguns meses outro time da capital, o Juventus, e então pendurou as chuteiras. O Nacional firmou uma parceria com o Corinthians, que é responsável pelo pagamento dos atletas e por emprestar comissão técnica e jogadores que não são utilizados pelo treinador Mano Menezes ao time da Barra Funda.