Corinthians e São Paulo esperavam chegar ao clássico de domingo, às 16 horas, no Pacaembu, com relativa tranqüilidade. A rivalidade natural entre ambos, porém, foi apimentada após as derrotas das equipes na quarta-feira, resultados que colocaram em risco a participação de ambos nas semifinais do Estadual.
A situação do Corinthians na tabela de classificação do torneio passou de arriscada para preocupante depois do revés frente ao Paulista de Jundiaí, 1 a 0, na Arena Barueri. Ultrapassado pela Portuguesa e agora na 5ª colocação, com 26 pontos, o time do Parque São Jorge tenta contornar problemas dentro e fora de campo.
Até então “blindado” pela torcida alvinegra, Ronaldo primeira vez foi fortemente hostilizado. Irritado, o camisa 9 respondeu fazendo gesto obsceno a um grupo de torcedores no estacionamento da Arena Barueri. Em nove jogos, Ronaldo marcou apenas dois gols.
Mano Menezes foi claro: vários jogadores serão cobrados por estarem muito abaixo da média. O técnico reconheceu que o novo posicionamento tático da equipe, 4-4-2, ainda não vingou. Todas essas preocupações não afetarão o rendimento do time diante do São Paulo, assegura Mano.
São Paulo
Com 30 pontos, e na 3ª colocação, o São Paulo listava razões para evitar jogos de risco nesta reta final de definição dos semifinalistas. O time do Morumbi terá três adversários que também almejam vagas à próxima etapa do Estadual: Corinthians, Botafogo e Santo André.
O revés diante do Bragantino, 1 a 0, em Bragança, frustrou o plano de praticamente assegurar vaga às semis com três rodadas de antecipação. Paralelamente à seqüencia de jogos decisivos, o São Paulo lamenta ter de viajar para o México após o clássico paulista. Na quarta, a equipe enfrenta o Monterrey, pela Libertadores.
Ricardo Gomes reclama. Ele alega que pela terceira vez o São Paulo não poderá participar da forma como gostaria nos clássicos. As derrotas contra o Santos e Palmeiras aconteceram às vésperas de confrontos pela Libertadores, prejudicando no envolvimento dos atletas para os duelos paulistas.
“Cada clássico [contra Palmeiras e Santos] tinha jogo pela Libertadores logo depois. Jogador pensa nisso. Eles prefeririam atacar esse clássico em outra situação. Mas a rivalidade esquece tudo isso. Vamos jogar com melhor time. É um jogo decisivo”, comenta Gomes.