O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estuda a criação de uma aposentadoria para jogadores de futebol campeões que enfrentam dificuldades financeiras. Lula disse, durante vários eventos ligados à área esportiva, que já solicitou à equipe econômica e ao Ministério do Esporte para elaborar o projeto, que será encaminhado ao Congresso Nacional. Para Lula, o Estado precisa prestar assistência “aos cidadãos que são a cara do Brasil que vence, para que possam viver mais dignamente”.
Ao falar sobre a aposentadoria especial, Lula cita, entre outros exemplos, os problemas financeiros enfrentados pelo jogador Moacir, meio-campo da Seleção que conquistou o primeiro título na Copa da Suécia. “O Moacir é um companheiro que passa por privações”, disse ao ex-atleta. “Não é sempre que a gente consegue produzir heróis”, completou Lula.
Inicialmente, o projeto do presidente é voltado para os ex-jogadores que atuaram na Copa do Mundo de 1958, podendo ser estendido para atletas que participaram de outras copas.
O ministro do Esporte, Orlando Silva, ressaltou que o presidente determinou que o projeto fique pronto o mais breve possível. As aposentadorias chegam a R$ 4 mil para estes jogadores. “Lula recebeu informações sobre a situação muito difícil de alguns campeões mundiais de futebol, ídolos do esporte brasileiro e do futebol internacional", afirmou Orlando Silva.
“Evidentemente que vai surgir a discussão sobre campeões do mundo de outras modalidades. Primeiro, vamos resolver essa demanda do presidente e vamos voltar a discutir depois e quem sabe atender a campeões mundiais de outras modalidades”, disse.
Questionado se a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já não tem recursos suficientes para pagar um salário aos ex-jogadores em dificuldade financeira, o ministro preferiu não entrar em polêmica. Mas contou que, em 2007, o presidente Lula regulamentou lei que determina a cada jogador destinar percentual de seus ganhos para um fundo de assistência e apoio aos ex-profissionais sem rendimentos.
Enquete
A Tribuna de Ituverava foi às ruas e perguntou para doze ituveravenses sua opinião sobre a aposentadoria especial. Elas se divergem. “Não concordo, porque em todas as outras profissões, é necessário trabalhar cerca de 35 anos para se aposentar. Só porque um jogador participou de uma Copa não significa que ele deva receber este beneficio.
Para ser justo, acho que teria de estender para todos os atletas que já foram campeões mundiais, como basquete e vôlei”, defende o comerciante Humberto Sinhorini Chaibub, comerciante.
Já o gerente de loja Carlos Roberto Jesus de Sousa Silva concorda. “Eu concordo, porque a carreira de um jogador é curta e seria uma forma de homenagear estes heróis nacionais, principalmente os primeiros campeões mundiais, pois naquela época se jogava por amor a camisa e não se ganhava muito dinheiro”.