O Ministério Público e a polícia investigam uma denúncia de corrupção na Câmara dos Vereadores de Barrinha, na região de Ribeirão Preto. As imagens reveladas por um empresário apontam para um suposto pedido de pagamento de propina para que um grupo de cinco vereadores, incluindo o presidente, revogasse uma lei relacionada à construção de postos de combustíveis.
No vídeo, o vereador Carlos Alexandre Alves Borges, conhecido como Lê, fala ao empresário Mituo Takahashi, que o presidente da câmara, Antonio Kinoshita, chamado de Pi, havia recebido um cheque no valor de R$ 45 mil, que seria dividido com outros parlamentares, para que a lei em vigor desde 2003 fosse revogada.
A lei em questão determina que os postos de combustíveis na cidade devam ser construídos a uma distância mínima de 500 metros um dos outros. Na gravação, o vereador sugere a Takahashi que ofereça uma quantia em dinheiro para que ele vote contra a revogação da lei.
A mudança na legislação beneficiaria um concorrente interessado em construir um posto a poucos metros do estabelecimento de Takahashi, que afirmou ter sido procurado pelos vereadores. Segundo ele, os parlamentares faziam uma espécie de jogo ao afirmar que o concorrente teria oferecido uma quantia para a revogação. Assim, ele seria obrigado a subir a oferta para que a lei fosse mantida.
Além do vereador Borges e do presidente Kinoshita, o empresário cita os parlamentares Saint Clair Antonio Marinho Filho, José Gilberto De Castro e Jamel Jamil Chukr.
O presidente negou todas as acusações. “Esse cheque nunca existiu e nem teria necessidade para isso, porque a lei, de acordo com o departamento jurídico da câmara, foi considerada inconstitucional. Qualquer pessoa hoje pode construir um posto desde que tenha uma liminar”, diz.
O vereador Jamel Jamil Chukr disse que não recebeu propina, mas confirmou que procurou o empresário. Mas o empresário Takahashi rebateu a afirmação e disse que Chukr pediu que ele fizesse uma proposta. Borges que apareceu nas imagens gravadas pelo empresário, disse que vai consultar um advogado antes de comentar o assunto e Saint Clair Antonio Marinho Filho não foi localizado. O vereador José Gilberto de Castro negou as acusações.
As imagens foram analisadas pela Promotoria de Justiça, que vai instaurar um inquérito para apurar a denúncia. A polícia também vai investigar o caso.
Fonte: EPTV.com