REGIϿ�O

11/05/2010

CÂMARA DE BARRINHA FORMA DUAS COMISSÕES PARA INVESTIGAR SUPOSTAS IRREGULARIDADES




Duas comissões parlamentares foram formadas nesta segunda-feira (11) em Barrinha, na região de Ribeirão Preto, para investigar a denúncia que aponta o envolvimento de quatro vereadores, entre eles o presidente da Câmara, em um esquema de pagamento de propina.

Os vereadores Carlos Alexandre Alves Borges (PTB), conhecido como Lê, Sant Clair Antonio Marinho Filho (DEM), Jamel Jamil Chukr (PP) e o presidente Antonio Kinoshita (PMDB), chamado de Pi, foram denunciados pelo empresário Mituo Takahashi. Imagens gravadas por Takahashi e entregues à polícia revelam um suposto pedido de pagamento de propina para que eles revogassem uma lei relacionada à construção de postos de combustíveis em Barrinha.

Durante a sessão na câmara nesta segunda, os moradores protestaram e exigiram punição para os envolvidos. As investigações serão feitas pela Polícia Militar em conjunto com o Ministério Público. Os vereadores integrantes das comissões terão 90 dias para entregar o relatório final. Caso as irregularidades sejam comprovadas, os suspeitos serão afastados dos cargos.

Investigações
Na semana passada, o Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu habeas corpus para os quatro vereadores de Barrinha, que haviam sido presos temporariamente no sábado (1º) por suspeita de corrupção.

O advogado deles, Edenilson Bombonato, afirmou que os vereadores não estavam impedindo as investigações e se colocaram à disposição da Justiça, o que contrariava a prisão temporária.

A prisão foi pedida pela Polícia Civil de Barrinha depois de receber imagens feitas pelo empresário Mituo Takahashi, que mostram o vereador Carlos Alexandre Alves Borges dizendo que o presidente da câmara, Antonio Kinoshita, havia recebido um cheque no valor de R$ 45 mil, que seria dividido com outros parlamentares, para a revogação da lei que determinava uma distância mínima de 500 metros entre postos de combustíveis.

A revogação beneficiaria um empresário interessado em construir um posto próximo ao de Mituo Takahashi. Na gravação, o vereador sugere ao dono do posto que ofereça uma quantia maior em dinheiro para que ele vote contra a revogação da lei.

Os quatro negam as acusações.

Fonte: EPTV.com