CIDADE

Funcionários do Poder Judiciário, em manifesto em frente em Fótrum de Ituverava, na quinta-feira
15/05/2010

SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO CONTINUAM EM GREVE




A Assembléia Legislativa de São Paulo aprovou, na última quarta-feira, o Projeto de Lei Complementar 43/2005, de autoria do Poder Judiciário, que institui o Plano de Cargos e Carreiras dos servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. O projeto foi aprovado pela unanimidade, na forma da Emenda Aglutinativa Substitutiva 25, que alterou o índice de cálculo da gratificação atribuída no projeto aos oficias de Justiça.

O objetivo do projeto – cuja votação foi acompanhada das galerias do plenário Juscelino Kubistchek por representantes do funcionalismo do Judiciário paulista – é dar suporte ao projeto de reestruturação organizacional, que está sendo implementado na Justiça do Estado para sua modernização, segundo a exposição de motivos anexada ao texto.


O presidente Barros Munhoz declarou, ao colocar o projeto em votação, que estava se reparando uma injustiça. "(A aprovação) não é um favor, é uma obrigação (da Casa)", finalizou.

A notícia foi recebida com entusiasmo pelos funcionários públicos do Judiciário. “Na última quarta-fera, dia 12, durante a Assembléia do Judiciário, fomos comunicados de que estava acontecendo uma sessão extraordinária para votação do plano. Cerca de 10 mil pessoas se dirigiram à Assembléia para acompanhar a votação do projeto, que finalmente foi aprovado. Acho que esta foi uma das vitórias para a categoria, que será muito útil ao servidor”, disse o delegado regional da Associação dos Servidores do Judiciário do Estado de São Paulo, Estevan Galindo.

Greve dos funcionários continua
Mesmo com a conquista, os funcionários públicos anunciaram que continuam a greve, que foi deflagrada em 28 de abril. “É claro que foi uma feliz vitória para a categoria. Entretanto, infelizmente, não é por este motivo que estamos em greve. Estamos discutindo, entre outros fatores, a reposição salarial que não é feita desde 2009, que deveria ter sido em março de 2009 e em março deste ano. O acumulado é 20,16%. Continuaremos parados até que o Tribunal de Justiça dê uma posição”, finalizou.