A paralisação dos médicos da rede municipal pode aumentar em até dois meses o tempo de espera para uma consulta pré-agendada nas UBDS (Unidades Básicas Distritais de Saúde) de Ribeirão Preto. Antes da greve, o período mínimo para atendimento chegava a duas semanas, segundo a demanda de algumas especialidades médicas. Como consequência da paralisação, o período deve ser revisto para um mês.
Segundo o presidente do Sindicato dos Médicos, Marco Aurélio de Almeida, o principal impacto da paralisação será nas consultas pré-agendadas. "Quanto mais demorar pelo acordo, mais essas pessoas vão esperar para ser atendidas. Caso haja uma proposta da prefeitura, os médicos podem trabalhar para tirar esse atraso", disse Almeida. "Mas se não houver, nada vai ser feito", completa.
Os médicos reivindicam reajuste de R$ 4 mil e decidiram manter a paralisação todas as segundas e terças-feiras.
Para a aposentada Elza Rodrigues, de 71 anos, bastou uma manhã para sentir os reflexos da greve. Há 30 dias ela esperava para ter consulta na UBDS do Quintino Facci 2, na zona Norte, mas teve de voltar nesta segunda-feira para casa sem atendimento médico.
"Tive de remarcar essa consulta duas vezes para tratar do meu colesterol, que está alto. Chegando lá, a enfermeira me pediu para voltar na quarta-feira e, se não tiver mais greve, ela vai remarcar a consulta para não sei quando", diz.
Nas outras quatro UBDS visitadas pela reportagem, a situação do reagendamento não era diferente.
Fonte: Jornal A Cidade