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20/05/2010

CPI APROVA CONVOCAÇÃO DE ENVOLVIDOS NA DENÚNCIA CONTRA PADRE


Religioso é acusado de abusar sexualmente de adolescentes

A CPI da Pedofilia aprovou nesta quarta-feira (19) em Brasília, a convocação do padre José Afonso Dé, de 74 anos, acusado de cometer crimes sexuais contra adolescentes em Franca.

Além do religioso, a CPI vai ouvir os menores, os jovens e os pais envolvidos na denúncia. Também nesta quarta, a comissão aprovou as acareações entre as supostas vítimas e o padre. Nos próximos 20 dias, os representantes da CPI devem ir a Franca para ouvir os depoimentos. Os psicólogos da comissão serão responsáveis por ouvir os relatos das vítimas convocadas.

Durante sessão nesta quarta, em Brasília, o senador Romeu Tuma (PTB-SP) citou as investigações conduzidas pela delegada de Franca responsável pelo inquérito, Graciela Ambrósio. Tuma reafirmou o que as vítimas declararam à polícia e explicou que o caso será julgado conforme a nova legislação. O relatório do senador acatou ainda a suspeita de que o padre Dé tenha cometido abusos em paróquias de outras cidades, como em Iturama (MG). De acordo com o presidente da CPI Magno Malta (PR-ES), as pessoas que têm informações sobre esses casos serão convidadas a participar das investigações.

Caso
Na semana passada, Tuma esteve em Franca para ouvir os responsáveis pelas investigações e recebeu cópias dos relatórios da polícia e da Promotoria.

O padre Dé, como é conhecido na paróquia São Vicente de Paulo, em Franca, tem 74 anos, e é acusado de abusar de sete adolescentes, na época em que eles foram coroinhas da igreja ou faziam parte do trabalho vocacional do qual ele era orientador. Dois adultos também fizeram denúncias contra o padre. Eles alegam que foram molestados quando ainda eram menores de idade.

O religioso diz ser inocente e fala que pode ter sido mal interpretado por ser muito afetivo. Desde março, o padre está afastado das atividades por ordem do bispo dom Pedro Luiz Stringhini. Caso seja condenado pelos crimes de estupro de vulnerável e por ato libidinoso, padre Dé pode pegar pena que varia de seis a 20 anos, reduzida à metade por ele ter mais de 70 anos.