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29/05/2010

NÚMERO DE CASOS DE DENGUE VOLTA A CRESCER NO MUNICÍPIO




Mesmo com todo o esforço da Secretaria Municipal de Saúde e do Programa de Controle de Combate à Dengue, os números da dengue em Ituverava não param de crescer.

De acordo com números oficiais da Secretaria, foram registradas 588 notificações da doença, desde janeiro deste ano. Deste número, 294 são positivos, sendo 80 ‘importados’, ou seja, os doentes foram contaminados em outras cidades; 67 notificações são negativas e outras 227 amostras ainda aguardam resultado.

“De acordo com informações da Sucen, o município de Ituverava é o único da macrorregião de Ribeirão Preto que ainda não entrou no quadro epidêmico”, explicou o secretário municipal de Saúde, Sérgio Renato Macedo Chicote, em entrevista à Tribuna de Ituverava.

Segundo ele, a cidade deverá manter o mesmo trabalho que tem sido realizado. “Vamos continuar com as visitas de agentes de saúde de nas casas, orientando a população sobre os riscos da doença e de como evitar a proliferação do mosquito transmissor Aedes aegypti. Também continuarão os ‘bloqueios’ nos arredores das residências de casos suspeitos”, ressaltou Chicote. < p> O secretário fala que existem algumas “pequenas boas notícias”. “O número larvário diminuiu, assim como o número de mosquitos adultos. Entretanto, não é uma vitória, pois a população deve redobrar os cuidados e evitar os possíveis criadouros. Isso inclui medidas como não acumular lixo ou jogá-lo em terrenos baldios. Não devemos esmorecer diante do perigo, pois a dengue pode matar”, concluiu.



Segundo a coordenadora do Controle de Dengue de Ituverava, Dirce Cândida da Silva, para evitar uma epidemia, a Equipe de Controle de Vetores (Dengue), realizou desde o registro das primeiras notificações, atividades como mutirão para eliminação de criadouros, bloqueios de criadouros com nebulização em locais com registro de casos de dengue, o ‘fumacê’ noturno.

“A equipe de Controle de Vetores tem trabalhado em horários diferenciados com o objetivo de vistoriar os imóveis pendentes, ou seja, aqueles que estão sob a responsabilidade de imobiliárias ou que os moradores trabalhem fora, e por isso, necessitam de agendamento para a realização das visitas. Sendo assim, pedimos aos responsáveis por estes imóveis, que facilitem a entrada dos agentes”, solicita a coordenadora.

O momento é de mobilização geral e a responsabilidade não é somente do poder público, que está fazendo a sua parte, mas também da população, que deve cuidar de seus imóveis e locais de trabalho, eliminando qualquer tipo de criadouro.