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06/06/2010

DENTISTA É SUSPEITO DE VENDER ATESTADOS EM MIGUELÓPOLIS




O Conselho Regional de Odontologia (CRO) de Minas Gerais investiga o dentista Carlos Alberto Barbosa, de Miguelópolis, por suspeita de vender atestados. Em um único dia, ele teria feito nove atestados para funcionários de uma usina de cana-de-açúcar da cidade de Delta, no Triângulo Mineiro, divisa com o Estado de São Paulo, e cobrado R$ 15 por cada um.

A grande quantidade de documentos emitida por um mesmo profissional chamou a atenção da diretoria da empresa, que decidiu investigar o caso e descobriu a fraude. “Instauramos uma auditoria para verificar a veracidade dos atestados e contestou que foram forjados”, afirma o médico do trabalho César Augusto Gaspar.

A empresa vai abrir processos administrativos contra os funcionários e fará um levantamento para verificar se houve outros atestados emitidos pelo dentista.

De acordo com um homem que fez a denúncia, o dentista não realiza consulta nem questiona o pedido de atestado. "Falei que eu presto serviço em usina aqui na região e eu queria só um atestado porque faltei ao serviço, só para justificar a minha falta. Aí ele falou "isso a gente resolve", virou as costas, foi na sala, pegou um bloco de atestados, inclusive já com o CID (Código Internacional de Doenças)e já assinado”, conta.

Procurado pela reportagem e sem saber que estava sendo filmado, o dentista emitiu dois atestados, um deles em branco, apenas com a sua assinatura.

Barbosa nega as acusações. “Eu não vendo atestado. Tem que passar pelo consultório”, afirmou.

De acordo CRO de Minas Gerais, se for comprovada a irregularidade, o dentista pode ter o registro cassado. O Conselho mineiro irá notificar o Conselho paulista para que o órgão tome ciência do caso.

Fonte: EPTV.com