SAϿ�DE

A psicóloga Adriana Meneghini Pimenta fala sobre sintômas da Síndrome do ‘Pavio Curto’
02/07/2010

SÍNDROME DO ‘PAVIO CURTO’ PODE TRAZER CONSEQÜÊNCIAS GRAVES


A ‘explosão’ perante situações aparentemente normais pode ser um dos sintomas deste transtorno

Pense rápido: quem nunca se irritou no trânsito ou no trabalho? Pois, é: a vida moderna contribui muito para o estresse do ser humano. É normal – pelo menos, comum – nos dias atuais traduzir as instabilidades emocionais ocasionadas pelo dia-a-dia em episódios de descontrole. Afinal, sentir raiva, todo mundo sente.

Entretanto, para os “irritadinhos de plantão”, vai um alerta: a explosão perante situações aparentemente normais pode caracterizar algo muito mais séria, como a “Síndrome do Pavio Curto”, mais um difícil momento ocasionado pela vida moderna.

“Perder a paciência é algo que pode acontecer com qualquer um. Em algum momento podemos reagir de forma impulsiva, afinal somos humanos. Mas, se isso acontece com muita freqüência e com muito prejuízo (para o sujeito e para seu meio), aí então é possível que apresente a ‘síndrome’, ou seja, um transtorno de personalidade, com dificuldades em lidar com responsabilidades e em enfrentar fatores estressantes, causando problemas no funcionamento familiar e social”, explicou a psicóloga ituveravense Adriana Meneghini Pimenta.

Em entrevista à Tribuna de Ituverava, ela explica que a síndrome pode ser identificada através de sinais como irritabilidade crescente e ataques repentinos de fúrias. “Os transtornos de personalidade acontecem quando a personalidade do sujeito não se desenvolveu adequadamente e, assim, apresenta uma fragilidade em relação a qualquer frustração. Por mínima que seja a frustração a pessoa se sente arrasada, sua auto-estima apresenta oscilações – às vezes, se sente o melhor e, às vezes, o pior – e qualquer crítica é capaz de desencadear sua fúria”, descreveu.

A psicóloga também aponta alguns sintomas. “Dificuldades para pensar, age impulsivamente, perde o controle facilmente. Muitas vezes quer se controlar, mas não consegue, ‘explode’”, ressaltou Adriana, que dá a receita para aqueles que querem amenizar o problema.

“Procurar uma ajuda especializada é o ideal, pois a pessoa já não consegue por si só estabelecer limites para sua impulsividade. O tratamento consiste no possível uso de medicação aliado á psicoterapia”, concluiu a psicóloga ituveravense.