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Irritação no trabalho, trânsito caótico: estresse da vida moderna é uma das causas da síndrome do Pavio Curto
02/07/2010

GRUPOS DE TRATAMENTO JÁ EXISTEM EM GRANDES CIDADES




O assunto é tão sério que, em algumas grandes cidades, grupos de tratamento estão sendo montados, na esperança de mudarem seus hábitos. Os telefones do Ambulatório de Transtornos do Impulso de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo não param de tocar desde que foram abertas as inscrições para o grupo que vai tratar pessoas com “pavio curto”, ou TEI (Transtorno Explosivo Intermitente).

Um sinal de que talvez elas precisem mesmo de ajuda: “quando finalmente atendidas, elas dizem que estavam a ponto de jogar o telefone na parede”, diz a psicóloga Maria Christina Lahr, que coordena o grupo. Eles terão tratamento psicológico; se preciso, medicamentos – tudo para controlar a raiva; pois “não conseguem gerenciar emoções negativas, brigam na família, no trabalho e, claro, no trânsito”, diz Lahr, que faz um estudo paralelo só sobre o TEI entre motoristas e espera criar um grupo só para eles.

“Se ele é fechado, acha a atitude hostil, crê que todos estão ali para agredi-lo.” O resultado é que “o motorista tenta matar, machucar ou intimidar o pedestre ou outro motorista ou tenta destruir seu carro.”