ESPORTE

Sorridente, Felipão não estará no banco no clássico desta quinta
15/07/2010

FELIPÃO PEDE PACIÊNCIA E DESEJA UM LUGAR ETERNO NO CORAÇÃO DA TORCIDA


Treinador espera que parceira traga reforços, lamenta saídas e avisa que não comandará o Palmeiras no clássico desta quinta, contra o Santos

Depois de falar muito sobre seleção em sua apresentação como novo técnico do Palmeiras, Luiz Felipe Scolari prometeu se doar ainda mais nesta segunda passagem pelo clube - a primeira foi entre os anos de 1997 e 2000, quando conquistou a Copa do Brasil e a Copa Mercosul, ambos em 1998, a Taça Libertadores de 1999 e o Torneio Rio-São Paulo, em 2000. Mas Felipão também pediu paciência com o trabalho pelo menos até o fim deste ano.

- Vou tentar fazer aqui tudo que fiz nos últimos anos onde trabalhei, fazer tudo de coração. Ao torcedor posso dizer que nada mudou e meu envolvimento com o clube será ainda maior, tenho uma carreira a encerrar e quero ficar no coração de vocês. Dizer que não será fácil todos sabem, mas até o fim desse ano teremos que ter paciência entre nós. Um grande projeto dá frutos no decorrer do trabalho e não de um dia pro outro - declarou o sorridente treinador do Verdão.

Felipão permanecerá no Palmeiras com a ajuda de um grupo de patrocinadores. Os salários do treinador serão bancados pelo Banco Banif, Seguros Unimed e Parmalat. Em troca, as empresas terão suas marcas estampadas nos uniformes do treinador. O presidente do clube, Luiz Gonzaga Belluzzo, ressaltou o resgate do orgulho palmeirense com o retorno de Scolari ao Palestra.

- O Palmeiras traz o Felipão de volta ao Brasil com orgulho, satisfação e perspectiva de projeto de trabalho a longo prazo. Gostaria de agradecer aos patrocinadores que se empenharam na vinda dele, sublinhar o trabalho realizado pela diretoria na figura do Gilberto Cipullo e parabenizar o departamento de marketing que buscou os recursos para que pudéssemos ter o Felipão aqui - destacou o presidente.

Durante a coletiva, quando não estava respondendo sobre seleção, Felipão falou sobre a perda de jogadores importantes e revelou que não ficará no banco de reservas no clássico desta quinta-feira, contra o Santos, no Pacaembu. Confira os demais assuntos de destaque comentados por Felipão na apresentação:

Perdas e reforços

"A situação do Cleiton Xavier já está dentro do planejado e estava definida com quem trabalha com a gente, que é a Traffic e o Palmeiras. É uma perda grande, assim como perdi o Diego Souza. Nossa parceira, provavelmente até para fazer carinho, vai buscar um ou dois jogadores para reforçar o time. Nós não estamos aqui apenas pra solicitar reforços, mas também para observar e dar oportunidade a jovens que tem futuro, que é o que foi feito de 1997 a 2000".

Longe do banco no clássico desta quinta

"Nossa retomada começa hoje no Brasileiro em um jogo que temos dificuldade,já que o Santos tem uma qualidade espetacular. Não vou ficar no banco com o Murtosa porque não conheço profundamente o plantel. Como o Murtosa e eu trabalhamos há 28 anos juntos e sei que posso confiar, naturalmente que vou estar outro lugar conversando um pouco com ele, e a partir de amanhã vou começar a conhecer a personalidade e o estilo de cada um. Ainda disse ao Murtosa que se ele perder hoje já está fora. Ele tem de fazer pela vida dele hoje".

Negociação com Verdão e recusa pelo Internacional

" O processo de minha vinda para o Palmeiras teve início há praticamente quatro meses quando comeceu a ter a possibilidade de sair do Uzbequistão por uma situação envolvendo pessoas que dirigiam meu clube. Meu projeto era vir para o Brasil em 2011. Como as coisas aceleraram um pouco, acertamos em um determinado momento. O Internacional, através de algumas pessoas também fez o convite. Mas minha identificação com o Grêmio é grande. Torço desde criança para o time e não sei se seria correto trabalhar em um clube rival e onde tenho grandes amigos. Achei melhor dizer não".

Possibilidade de comandar mais treinos fechados

"Hoje já estamparam nos jornais que eu mandei fechar o CT. Começaram errado. O CT está fechado há 45 anos. Vocês todos sabem que aqui tem horários e dias definidos de trabalho. Nem tive oportunidade de pisar em São Paulo e estou assobiando e plantando cana ao mesmo tempo Tenho situações em que preciso segurar os atletas e fazer com que se sintam protegidos".