Consumidor observa embalagem de produto em caixa “longa vida”: alimentos poderão ter alertas sobre o consumo excessivo a determinada substânciaA Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou no Diário Oficial da União uma resolução que obriga que as propagandas de alimentos considerados com quantidades elevadas de açúcar, de gordura saturada e trans, sódio, e bebidas com baixo teor nutricional, como os refrigerantes, venham acompanhadas de mensagens alertando para os riscos à saúde em caso de consumo excessivo. As empresas terão 180 dias para se adequar à resolução.
Segundo a Anvisa, o regulamento técnico publicado tem como objetivo “coibir práticas excessivas que levem o público, em especial o infantil a padrões de consumo incompatíveis com a saúde e que violem seu direito à alimentação adequada”. As mensagens publicitárias devem ser acompanhadas de alertas sobre os perigos do consumo excessivo desses nutrientes.
Refrigerantes incluídos
A medida vale também para bebidas como refrigerantes, refrescos artificiais, concentrados para o preparo de bebidas à base de xarope de guaraná ou groselha e chás prontos para o consumo. Também se incluem bebidas adicionadas de cafeína, taurina, glucoronolactona ou qualquer substância que atue como estimulante no sistema nervoso central.
A medida deve ser aplicada nas peças publicitárias dos alimentos. Ela não se aplica aos rótulos. De acordo com a resolução, as empresas deverão manter em seu poder, à disposição da Autoridade Sanitária os dados fáticos, técnicos e científicos que dão sustentação à mensagem publicitária e informar seu departamento comercial e as agências de publicidade, sobre este regulamento técnico e as responsabilidades no seu cumprimento.
Resolução não é definitiva
A Advocacia-Geral da União (AGU) recomendou, na última tera-feira, que a Anvisa suspenda a resolução que obriga fabricantes de alimentos e bebidas a colocar avisos nas propagandas sobre os riscos à saúde do consumo excessivo de produtos com alta quantidade de açúcar, gordura trans, saturada e sódio.
Os efeitos da resolução devem ser interrompidos até uma decisão final da AGU, que vai analisar se a Anvisa tem competência para impor regras às propagandas ou se a regulação deve ser feita por lei federal.
Enquete
A Tribuna de Ituverava foi às ruas para consultar doze pessoas sobre o assunto. Todos concordam com a resolução. “É excelente, porque a população é muito desinformada sobre o que consome. Acho que se deve criar o hábito de ler os rótulos dos produtos adquiridos. Quanto mais informação sobre o que se consome, melhor”, defende o estudante José Eduardo Meneghini dos Santos.Veja, abaixo, a íntegra das respostas: