Quatro pessoas acusadas de estarem envolvidas no crime do comerciante Severino Rodrigues, em fevereiro de 2008, foram a julgamento nesta quinta-feira no Fórum de Franca. Os trabalhos comandados pelo juiz José Rodrigues Arimatéa tiveram inicio às 9h15 e se estenderam até as 18h10.
Os acusados, três homens e uma mulher foram julgados, mas a jovem filha da vítima e acusada de ser a mentora do crime, também esteve no Fórum mas a defesa entrou com um pedido de desmembramento do processo, solicitando assim que ela não fosse julgada junto com os demais envolvidos no crime. O pedido foi aceito pelo juiz que determinou que o julgamento dela aconteça na quinta-feira da próxima semana.
Severino Rodrigues foi morto com 5 tiros na porta de uma chácara na Rodovia João Traficante. O crime foi cometido na presença de seu filho, que na época tinha 13 anos.
As investigações levaram a identificar a filha da vítima como a autora do plano macabro. Segundo ela, motivada por dívidas com traficantes. A mulher foi presa e os três homens acusados de participação do crime e uma outra mulher acabaram localizados e também foram presos.
Sentença
Ao final dos trabalhos no Fórum de Franca com um plenário com muitos familiares dos acusados, o juiz leu a sentença. O acusado T.R. foi condenado pelo crime de homicídio duplamente qualificado e sua pena foi determinada em 16 anos de reclusão em regime inicialmente fechado.
R.S foi condenado a 5 anos, 4 meses e 10 dias de reclusão em regime semi aberto. O acusado foi absolvido no crime de homicídio e confessou a prática do roubo. Segundo seu advogado, devido ao tempo que o acusado está recolhido, ele deverá entrar com o pedido de semi aberto já nos próximos dias.
F.L.A. foi condenado a 8 anos de reclusão em regime inicialmente fechado e a mulher J.D.A.S. recebeu a condenação a 15 anos de reclusão em regime fechado. Os jurados entenderam que ela teve a participação na elaboração do crime, sabendo o desfecho trágico da vítima, porém, não estava no momento da execução.
Pedido
O advogado de defesa dela anunciou que deverá entrar com o pedido de um novo julgamento, já que ele acredita que sua cliente foi prejudicada devido a uma confissão feita na delegacia na data em que foi presa. Para o advogado, o colega de trabalho dele que comandou o processo na fase inicial falhou em vários pontos. A decisão foi acompanhada de muita emoção por parte de familiares.
Ao final do julgamento, o Promotor Odilon Néri Comodaro falou sobre o julgamento da próxima semana da jovem acusada de ser a mandante do crime. Para o ele, se a jovem for condenada, a pena poderá ser igual ou superior a dos réus julgados de ontem. Ao final, todos os envolvidos retornaram às instituições prisionais.