ESPORTE

30/07/2010

ELEIÇÃO DIRETA DA CBF É A SOLUÇÃO PARA O FUTEBOL BRASILEIRO




O episódio da convocação do novo técnico da Seleção Brasileira é resumo de uma administração caótica da direção da CBF, fruto de uma série de erros bisonhos (alguns talvez intencionais) do residente Ricardo Teixeira (o caudilho).

Vamos por etapa. O amistoso contra os Estados Unidos – que será realizado no dia 10 de agosto, em Nova Jersey (EUA), é uma aberração.

Como um homem que esteve à frente da Seleção Brasileira em várias Copas, portanto, com experiência suficiente, marca uma partida amistosa apenas 30 dias depois da Copa do Mundo? Pois não pode existir um momento mais inadequado, independente da Seleção Brasileira ter perdido ou conquistado a Copa, pois os times brasileiros estão disputando importantes campeonatos, como Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores da América, o que fatalmente pode prejudicar alguma equipe.

Parece que a partida foi exigida por patrocinadores, e também para a CBF ganhar alguns milhões de dólares, para alimentar a ambição desmedida do comando da entidade, ou quem sabe, para financiar a campanha eleitoral de alguns deputados que dão sustentação política a Ricardo Teixeira.

Outra questão relevante foi o encaminhamento do processo da escolha do novo técnico da Seleção. Primeiro foi maliciosamente “jogado” na mídia o nome de Luiz Felipe Scolari, como uma forma de fritura, mas como nem sequer foi convidado, obviamente nem aceitou ou recusou. É claro que isso se tratou de uma manobra para jogar os torcedores contra o “Felipão”.

Segundo, foi a irracionalidade ao se divulgar o nome de Muricy Ramalho como novo técnico, sem antes acertar com a equipe onde ele está trabalhando. Este fato revelou claramente a desfaçatez do comando da CBF, que teve a clara intenção de confrontar e prejudicar o Fluminense, que sob o comando de Muricy Ramalho, está entre os primeiros colocados do Brasileirão 2010.

Como o clube carioca não liberou o técnico, ficaram todos, mídia, torcedores e atletas com cara de bobo. Sobrou então a terceira via, o técnico do Corinthians, Mano Menezes, que foi uma boa escolha, mas correu-se o risco de antes de o novo técnico assumir o comando, perder a credibilidade.

Felizmente para o Brasil, Mano Menezes é um técnico de muita personalidade, aceitou, e na primeira colocação foi muito feliz, mostrando que a renovação é o caminho para o Brasil voltar a ser o primeiro futebol do mundo.

Depois da era Dunga, inventado pelo ditador Ricardo Teixeira, a renovação do futebol brasileiro não deve ficar apenas na seleção, mas principalmente da Confederação Brasileira de Futebol, com o Congresso Nacional aprovando uma Lei que determine eleições diretas para a entidade. Afinal, além de o futebol ser uma “paixão nacional”, este esporte gera bilhões de dólares.