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O frio que tomou conta do país neste fim de semana do mês de agosto não costuma ser bem recebido pelos cariocas. Mas nos gramados, os clubes do Rio aqueceram neste inverno o coração dos torcedores. Os quatro grandes terminaram a rodada#14 do Brasileirão 2010 com vitória e, principalmente, boa colocação na tabela. Ocupam, no momento, as dez primeiras posições. Acompanhados de uma certa onda "avaiana" vinda de Floripa, preenchem a metade das vagas do G-10.
Ainda por cima, com um líder que só dispara e faz até história. Com a vitória por 3 a 0 sobre o time B do Internacional neste domingo cheio de festas no Maracanã, o Fluminense, beneficiado também pelo triunfo do ascendente Avaí, que bateu o Corinthians na Ressacada por 3 a 2, abriu quatro pontos sobre o vice-líder e nove sobre o último integrante do cobiçado G-4. Com isso, tem, hoje, o melhor desempenho na era dos pontos corridos a esta altura do campeonato.
O Tricolor carioca continua seguindo à risca a cartilha do técnico tricampeão brasileiro Muricy Ramalho. Não tomou conhecimento do adversário. Não importa se contra time A ou B - o Colorado poupou os titulares para decidir a Libertadores na quarta contra o Chivas, no Beira-Rio. O Flu fez valer o seu jogo, comandado pelo maestro Conca e os artilheiros Emerson e Washington. Domingo que vem, no clássico contra o Vasco, também no Maracanã, fará a estreia do meia luso-brasileiro Deco dando-se o luxo de poder até perder e continuar na liderança - soma 32 pontos, contra 28 do time paulista, que agora ficou mais distante do primeiro lugar.
Na cola do Timão, vem justamente o seu algoz na rodada#14. Os 3 a 2 na Ressacada fizeram o Avaí pular do sexto para o terceiro lugar, com 22 pontos ganhos. A equipe treinada pelo experiente Antonio Lopes tem números animadores. É também a terceira que mais venceu, com seis triunfos, mesmo número do Inter. Ao lado do Botafogo , soma o ataque mais positivo do Brasileirão, com 25 gols.
Outros cariocas vencem
Aliás, os alvinegros estão literalmente na cola dos catarinenses. A segunda torcida mais feliz do Rio de Janeiro comemora a boa atuação e vitória no último sábado por 2 a 0 sobre o lanterna, o Atlético-GO, no Serra Dourada. Combinada com outros resultados, fez o time, em franca evolução, pular para o G-4, na quarta posição, com 21 pontos. Os comandados de Joel Santana prometem aprontar ainda mais na competição.
No mesmo dia em que o Botafogo obteve os três pontos em Goiânia, o Flamengo também fez a sua parte. Não chegou a empolgar a torcida. A atuação na magra vitória por 1 a 0 sobre o Ceará manteve o nível baixo que preocupa os rubro-negros. Nas estreias, Leandro Amaral e Renato Abreu tiveram rendimento abaixo do esperado. Mas o gol de pênalti de Petkovic ao menos fez o time pular do décimo para o oitavo lugar, com 20 pontos. E mandou a dor de cabeça para os cearenses. Com a derrota, acabaram deixando o G-4, caindo do terceiro para o sexto lugar.
Se o Flamengo pelo menos se manteve próximo dos que brigam pelo G-4, é bom se cuidar para não ficar para trás. Logo atrás dele, vem o maior rival, o Vasco. Os 2 a 1 sobre o Grêmio Prudente, fora de casa, neste domingo, com boa atuação, apesar dos gols perdidos, deixaram o time de PC Gusmão, único técnico invicto no Brasileiro, em nono lugar, com 20 pontos ganhos. A animação dos vascaínos completa o bom fim de semana dos cariocas e promete esquentar o clássico com o Fluminense na rodada#15, no próximo domingo.
Felipão, enfim, vence no Verdão
Na rodada que foi boa para os cariocas, os paulistas sofreram, exceto o Palmeiras. Felipão obteve, enfim, sua primeira vitória no comando do time, nos 2 a 0 sobre o Altético-PR, no último sábado, no Pacaembu.O Verdão agora está em décimo lugar, com 19 pontos, e espera que Valdivia estreie logo para empurrar o time.
O sentimento dos alviverdes é bem diferente do que vivem os santistas após este fim de semana. A comemoração pelo título da Copa do Brasil sobre o Vitória já começa a ser passado depois da iminência da saída do ídolo Neymar para o Chelsea, da Inglaterra. Nem sempre dinheiro traz felicidade. A derrota para o mesmo adversário por 4 a 2, neste domingo, no Barradão, só aumentou a tristeza. Os Meninos da Vila caíram da sétima para a décima primeira posição, com 18 pontos. Os baianos agora estão com 17 pontos, em 14º lugar.
Além do Peixe, Corinthians, Grêmio Prudente(16º), Guarani (12º) e São Paulo são os outros paulistas que não têm motivos para comemorar. O Tricolor Paulista, com Sérgio Baresi no comando, ficou no empate com o Cruzeiro no Morumbi e se mantém na zona mais próxima da briga contra o rebaixamento, em décimo terceiro lugar, com 17 pontos ganhos. O resultado, apesar de ter sido fora de casa, também não foi satisfatório para os mineiros. Se tivesse vencido, a Raposa estaria no G-4. Após esta rodada, se mantém no quinto lugar, com 21 pontos ganhos.
Se o Inter, com a cabeça na final da Libertadores, passou batido pela rodada#14 do Brasileirão ao escalar time B contra o Flu - com a derrota por 3 a 0, caiu para o sétimo lugar, com 20 pontos -, o Grêmio buscou forças para sair da zona de rebaixamento e conseguiu. Renato Gaúcho comandou a primeira partida na competição, e o Tricolor bateu no Olímpico o Goiás por 2 a 0. Conseguiu respirar um pouco, e agora está em 15º lugar, com 15 pontos.
Três Atléticos, dois goianos no Z-4
A briga contra a incômoda posição do Z-4 teve duas curiosidades nesta rodada. Na lista dos que ocupam o grupo da morte, há dois times goianos e três Atléticos. O Rubro-Negro goiano ocupa a lanterna, com nove minguados pontos. O Esmeraldino, com a derrota para o Grêmio, agora está em penúltimo, com 13.
Em uma colocação acima, com mesmo número de pontos dos alviverdes goianos, figura o Atlético-MG. O triunfo por 3 a 1 nesse sábado sobre o Guarani não foi suficiente para tirar o Galo do sufoco vivido também pelo xará paranaense, que com o revés para o Palmeiras por 2 a 0 também no sábado encabeça, no 17º lugar, o pelotão que luta para melhorar. A rodada, que teve substancial aumento em relação à anterior na média de gols - de 1,9 para 3,2, a maior do campeonato -, nos cartões amarelos - de 46 para 49 - e nos vermelhos - de três para seis -, fez crescerem também os cabelos brancos dos atleticanos espalhados pelo Brasil.