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16/09/2010

ESTRADAS DA REGIÃO ESTÃO ENTRE AS MELHORES DO PAÍS


CNT situa três delas entre as dez rodovias mais bem conservadas no Brasil

Três das dez melhores ligações rodoviárias do país passam pela região de Ribeirão Preto, segundo pesquisa da CNT (Confederação Nacional do Transporte) sobre a qualidade das estradas.

O levantamento mostra ainda que as 14 rodovias que cortam a região estão em condição geral boa ou ótima. Apenas uma dessas 14, porém, não cobra pedágio.

A ligação entre São Paulo e Uberaba (MG), que passa por Ribeirão via Anhanguera, está em quinto lugar entre os dez melhores trechos rodoviários do Brasil.

O conjunto de vias que conectam Araraquara, São Carlos, Franca e Itirapuã aparece na oitava posição no ranking da confederação.

Em nono lugar no estudo está a ligação entre Catanduva, Taquaritinga e Ribeirão, feita pelas rodovias Armando Salles de Oliveira, Orlando Chesini, Anhanguera e Pedro Monteleone.

Mesmo com o nível de aprovação das rodovias, o pedágio é o ponto nevrálgico, e até se transformou em um dos temas de palanque na disputa para governador.

O presidente do Sindetrans (Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística de Ribeirão Preto e Região), Wilson Píccolo Soares, disse que as estradas "são muito boas, mas também muito caras".

Segundo ele, a região movimenta R$ 800 mil por ano em fretes e cerca de 15% do valor vai para pedágio. "No final, os clientes pagam mais caro." O Sindetrans abrange 80 cidades e 1.956 empresas.

A cobrança de pedágios é, segundo o engenheiro civil e mestre em Transportes Creso de Franco Peixoto, o melhor sistema para manutenção de estradas. Ele afirma, porém, que o Estado poderia ter tarifas até 30% mais baratas.

Para isso, o modelo de outorga onerosa das vias -em que a concessionária precisa passar parte do valor ao Estado- teria de ser substituído. "Esse modelo foi adotado em 1996 para salvar o Estado, que estava deficitário. Isso não é mais necessário."

De acordo com o presidente de Transporte de Cargas da CNT, Flávio Benatti, a pesquisa deste ano comprova o que já era observado em levantamentos anteriores: "Rodovias privatizadas têm melhores condições".

Ele disse que as outorgas onerosas no Estado possibilitaram investimentos em estradas paulistas, mas afirmou que contratos que não preveem retorno de valores para o governo são mais benéficos aos usuários.

"Sem a outorga, cobra-se dos motoristas a prestação do serviço e não um imposto permanente", disse Benatti.

Fonte: Folha de S.Paulo