A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo está disponibilizando, em toda a rede pública de saúde, a vacina conjugada contra meningococo C, causador de uma das formas mais graves de meningite bacteriana.
A imunização deve ser feita em crianças menores de dois anos de idade. Inicialmente, serão atendidas crianças entre 1 ano e 1 ano e 11 meses de idade. Para esta faixa etária é preciso apenas uma dose.
Em novembro, a Secretaria estenderá a campanha para bebês abaixo desta faixa etária, que deverão tomar três doses, sendo uma de reforço. A ação também fará parte do calendário de imunização do Sistema Único de Saúde (SUS) em nível nacional.
“Aproximadamente 25% dos casos desse tipo de meningite ocorrem em crianças menores de 2 anos e a vacinação é a melhor forma de proteção contra a doença. Esta vacina tem um elevado índice de proteção, chegando a mais de 90% e é gratuita”, diz Helena Sato, diretora de Imunização da Secretaria.
Município
Em Ituverava, o último caso de meningite do tipo C foi registrado em 2008. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a vacina está disponível no Centro de Saúde.
“Toda forma de prevenção é válida”, disse a enfermeira da Secretaria e organizadora das campanhas de vacinação na cidade, Ione Márcia Mendonça de Castro. “Os pais devem ter a consciência de que a saúde de seus filhos é primordial para seu crescimento. Além disso, a prevenção é a forma ‘mais barata’ de tratamento de doenças, em todos os sentidos”, concluiu.
A vacina
A vacina conjugada contra meningococo C é normalmente bem tolerada e não apresenta reações adversas graves. Há contra-indicações somente para crianças com histórico de reação anafilática em dose anterior.
Meningite
A doença é a inflamação das membranas que revestem o encéfalo e a medula espinhal, conhecidas coletivamente como meninges. A inflamação pode ser causada por infecções por vírus, bactérias ou outros micro-organismos, e, menos comumente, por certas drogas. A meningite pode pôr em risco a vida em função da proximidade da inflamação com órgãos nobres do sistema nervoso central; por isso essa condição é classificada como uma emergência médica.
Os sintomas mais comuns de meningite são dor de cabeça e rigidez de nuca associados à febre, confusão mental, alteração do nível de consciência, vômitos e a intolerância à luz (fotofobia) ou a sons altos (fonofobia). Algumas vezes, especialmente em crianças pequenas, somente sintomas inespecíficos podem estar presentes, como irritabilidade e sonolência. A presença de um rash na pele pode indicar um caso particular de meningite; a causada por bactérias do tipo meningococos.
Uma punção lombar pode ser usada para diagnosticar ou excluir um quadro de meningite. O procedimento envolve a inserção de uma agulha no canal medular para extração de uma amostra de líquor, o líquido que envolve o encéfalo e a medula espinhal. O líquido coletado é, em seguida, examinado em um laboratório. O tratamento habitual para a meningite é a pronta administração de antibióticos e, por vezes, fármacos antivirais. Em algumas situações, corticóides podem ser usados para prevenir complicações da inflamação hiperativa. A meningite pode ter complicações sérias a longo prazo como epilepsia, hidrocefalia e déficit cognitivo, especialmente se não tratada rapidamente. Algumas formas de meningite, como aquelas associadas com meningococo, Haemophilus influenzae tipo B, pneumococo ou vírus da caxumba, podem ser prevenidas.