Com a chegada do final de ano as fábricas de calçados estão já reduzindo a sua produção. Algumas deverão permanecer com força total até próximo ao Natal. No entanto, por causa da queda nas exportações, a indústria calçadista de Franca não fez contratações neste final de ano.
De janeiro a outubro deste ano o pólo calçadista de Franca exportou US$ 61 milhões, 30% menos do que no mesmo período de 2008, antes da crise econômica mundial, quando foram exportados US$ 88 milhões.
O motivo e a perda de competitividade do calçado brasileiro no mercado internacional foram causados pela queda do dólar.
“Não estou demitindo ninguém, mas não estou contratando, o normal nessa época seria contratar”, afirma José Jacometi, dono de uma fábrica de calçados que exporta 60% da sua produção.
Os funcionários da empresa terão 20 dias de férias coletivas, justamente no período que deveriam aumentar os turnos de trabalho.
Algumas empresas apostam no mercado interno para compensar uma parte do prejuízo e manter a produção.
“A queda que houve nas exportações foi ‘contornada’ com os pedidos do mercado interno”, afirma o gerente de exportações Antônio Carlos Silveira.
Os economistas não acreditam em uma reação da moeda americana até o próximo ano e dizem que a solução deve partir do governo com medidas na área fiscal, como isenção de impostos e aberturas de linha de crédito.
“Algumas medidas compensatórias há necessidade do governo adotar, no sentido macro mesmo, não apenas para um setor ou outro, mas medidas pensadas e adotadas para todos os segmentos exportadores”, afirma a economista Rosalinda Chediad Pimentel.
CRESCIMENTO
O presidente do Sindifranca - Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca - José Carlos Brigagão disse que a expectativa de crescimento no setor calçadista deverá ser em torno de 7%. Os números deverão ser revelados no início de janeiro, mas tudo caminha para este patamar.
Para Brigagão, 2010 foi um dos melhores anos para o setor calçadista que recuperou sua produção, ofereceu empregos para trabalhadores batendo recordes, além de ter faturado um pouco mais do que o ano anterior.
Fonte: Diario da Franca