CIDADE

02/01/2011

COMERCIANTES RELEMBRAM ITUVERAVA DE OUTRORA


Perseverança e trabalho são unânimes entre os entrevistados pela Tribuna de Ituverava

Ao longo dos anos, o comércio ituveravense – assim como em todo o país – passou por profundas transformações, como mudança na prática e no modo de consumir, a informatização e tantos outros. Portanto, os comerciantes que passaram por todas as transformações e continuam até os dias atuais, com toda essa longevidade e ainda atuantes, devem ser considerados mais que heróis, pois são exemplos para a atual, e próximas gerações.
Nesta semana, a Tribuna de Ituverava, para homenagear todos os comerciantes da cidade, entrevistou alguns destes comerciantes mais tradicionais da cidade, que falaram sobre a economia de ontem e de hoje, e relembraram uma Ituverava conhecida por poucos.

Foram entrevistados os empresários Francisco Marcondes dos Santos, João de Oliveira Campos, Cláudio Quatrini, Edson Pereira, Nelson Carlos de Oliveira e Felipe Liporaci Neto (“Titióla”)
Veja, abaixo, a íntegra das entrevistas:

Comerciante João de Oliveira Campos é


proprietário da Joãzinho Calçados

João de Oliveira Campos, 84 anos, com 57 anos de comércio, sendo 6 na Industria de Calçados Mendes, e mais 51 na loja Joãzinho Calçados, que por 44 anos funcionou onde hoje é a loja Tim Celulares.

Há quanto tempo desempenha esta atividade comercial? Por que a escolheu?
Nesses anos o que me dá muito orgulho é ver clientes que vinham com seus filhos de colo, e hoje esses filhos estão vindo com seus filhos, o que gera uma continuidade familiar. O meu diferencial sempre foi a qualidade dos produtos oferecidos, o bom atendimento e preços acessíveis.

Qual é sua tática para sobreviver todo este tempo no mundo empresarial?
Acho que, para sobreviver todos esses anos, foi imprescindível minha vontade de dar certo, a firmeza para dirigir os negócios. Nestes 51 anos nunca tive férias, porque gosto do meu trabalho que procuro fazer com prazer. Lembro-me que os piores períodos da economia foram as épocas de inflação alta, pois era difícil vender a prazo, e tudo era remarcado diariamente, foram momentos difíceis para todos.

Qual a diferença do comércio de antes, com o atual, em relação a consumidores, juros, prazos e outros?
O comércio antigamente era melhor, mesmo não tendo tanto prazo para pagamentos, pois naquela época havia mais emprego, principalmente no campo. A fase do algodão foi muito boa para a cidade e região, tínhamos cinco lojas de calçados a Casa Couto, A Triunfal, Leonelo, Palmital e o Joãzinho Calçados, e todos tinham emprego para gerar renda e poder de compra; depois, com a mecanização das lavouras, o ritmo foi caindo um pouco.
Outro problema foi a instalação de grande lojas que aqui para cá vieram e levaram todo seu lucro para outros locais e não investem na cidade, a única coisa boa é que geram empregos.

Qual é sua dica para pessoas que queiram montar e ter longevidade no empreendimento?
Para quem quiser ter sucesso em seu empreendimento é fundamental ter conhecimento do que se vai trabalhar e gostar da profissão. Outro ponto é o atendimento que deve ser muito bem feito, pois o cliente é quem vai determinar o seu sucesso.
Acho que o Natal de antigamente era melhor, pois os jovens tinham empregos e, com isso, tinham dinheiro para gastar. Com a diminuição dos empregos, o comércio ficou mais fraco. Lembro-me que nesse período tínhamos a loja cheia de clientes, e eu tinha que reforçar o efetivo para dar conta das vendas.

Outra coisa que tenho muito orgulho é de ter empregado muitos jovens que hoje estão bem em sua vida profissional, e no início de suas carreira começam a trabalhar comigo.

Nome empresa: Joãozinho Calçados
Endereço: Rua Joaquim de Cerqueira César, 362

Francisco Marcondes dos Santos é comerciante há 74 anos na cidade

Francisco Marcondes dos Santos, 91 anos, comerciante há 74 anos, afirma que honestidade, perseverança e muito trabalho, são ingredientes fundamentais para se manter no comércio. “Nunca desistir, fazer do trabalho o objetivo único de uma vida melhor, de uma sociedade mais sadia, livre da violência”, ensina no alto de sua experiência profissional e de vida.

Há quanto tempo desempenha esta atividade comercial? Por que a escolheu?
Como comerciante de artigos de selaria estou no ramo há 74 anos.
Qual é a tática para sobreviver todo este tempo no mundo empresarial?
Primar sempre pela honestidade, confiança e pela certeza de que continuar, independentemente das dificuldades encontradas, é o melhor caminho.

Qual é sua dica para pessoas que queiram montar e ter longevidade no empreendimento?
Nunca desistir, fazer do trabalho o objetivo único de uma vida melhor, de uma sociedade mais sadia, livre da violência.

Qual a diferença do comércio de antes, com o atual, em relação a consumidores, juros, prazos e outros?
Antes o meu comércio era mais restrito, atingia um público definido, os fazendeiros; hoje, é bem mais aberto, devido à diversificação dos produtos colocados à venda.
Antes o acesso a bancos era mais difícil, o que não ocorre na atualidade. A venda era feita para o seu pagamento ocorrer, às vezes à vista, às vezes mensalmente, às vezes anualmente após a colheita.

Qual é o perfil do consumidor ituveravense? O sr. acredita que ele tenha mudado com o tempo? Por quê?
O que mudou, provavelmente, é como a compra será quitada. O consumidor, hoje, busca e emprega formas de pagamento não existentes antes, como o cartão de crédito, meio que dá segurança ao comerciante. Não acredito em mudança no perfil do consumidor, antes e hoje o objetivo é sempre o mesmo: comprar e ser bem atendido.

O sr. passou por várias crises econômicas no Brasil. O que o sr. aconselha para as pessoas, nesta fase?
Diante de crise econômica, as pessoas devem priorizar as necessidades e nunca achar que não conseguirão vencê-las; lutar sempre para que, após uma crise, seu comércio ressurja bem mais forte.

Estamos na época do Natal, quando as vendas “aquecem” o comércio. No passado, como era este período?
Em meu tipo de comércio, no passado, não havia com o que satisfazer o consumidor diante do sentido do Natal como dia de distribuição de presentes. Eu não os tinha, em especial, para crianças. Hoje, com a diversificação dos produtos da loja, já podemos atingir o publico: artigos de pesca, de esporte, etc.

Francisco Marcondes dos Santos, é casado com Maria Aparecida Junqueira, e tem os filhos Esmeralda Luzia da Silva Ferreira, viúva de João Ferreira da Silva; Dalva Marlene Junqueira dos Santos Romanini, casada com José Plínio Romanini; Vanda Maria Junqueira dos Santos Spirlandelli, viúva de Ronaldo Spirlandelli; Aldo Junqueira dos Santos, casado com Sônia Aparecida Matos dos Santos; Ana Maria Junqueira dos Santos e Fernando Junqueira dos Santos, casado com Lígia Garofo de Oliveira dos Santos.

Empresa: Casa Marcondes
Endereço: Avenida Dr. Soares de Oliveira, 378
Telefone: 3938-0177

Cláudio Quatrini se especializou em calçados femininos desde 1964

Cláudio Quatrini, 72 anos, especializado em calçados femininos desde 1964. “Tenho orgulho de ter feito sapatos para debutantes e noivas, e hoje estou fazendo sapatos para as filhas delas, isso me dá grande motivação, pois tenho clientes que freqüentam minha loja há 40 anos”.

Há quanto tempo desempenha esta atividade comercial? Por que a escolheu?
Ingressei neste ramos porque sei que as mulheres são muito vaidosas, e então me especializei nesta área para atendê-las da melhor forma possível, e estou até hoje. O início foi na cidade de Guairá, onde eu trabalhava com as duas linhas de sapatos, e assim que me casei e vim para Ituverava, para atuar na confecção de sapatos femininos. Meu primeiro estabelecimento foi na Praça 10 de Março, onde hoje funciona a Eletrônica Rizzieri.

Qual é sua tática para sobreviver todo este tempo no mundo empresarial?
O diferencial sempre foi a qualidade dos sapatos produzidos. Tenho orgulho de dizer que tenho clientes há mais de quarenta anos, e ainda fabrico sapatos diferenciados e exclusivos.

Qual é sua dica para pessoas que queiram montar e ter longevidade no empreendimento?
Acho que o maior incentivo é gostar do que se faz, e fazer tudo com amor, pensando em agradar os clientes, pois são eles que proverão renda e sucesso.

Eu já cheguei a ter 20 funcionários trabalhando em minha empresa, hoje tenho um quadro menor e costumo atender somente o meu varejo.

Qual a diferença do comércio de antes, com o atual, em relação a consumidores, juros, prazos e outros?
Acho que mudou para melhor, pois é mais fácil encontrar lojas de calçados e, conseqüentemente, mais opções para se comprar. Devido a esta concorrência acirrada é preciso oferecer a melhor qualidade para não perder os clientes. Isso é bom para o consumidor final.

O sr. passou por várias crises econômicas no Brasil. O que o sr. aconselha para as pessoas, nesta fase?
Acho que o prisma de tudo é ter perseverança e acreditar no que se faz e ter visão otimista do futuro.
Acho que o Natal do passado era mais animado, principalmente para a minha loja, pois fazíamos grandes promoções. Naquela época, tínhamos um grande estoque.

Cláudio Quatrini é viúvo de Maria Helena Pugliani Quatrini, e são suas filhas Cláudia Pugliani Quatrini, casada com Luiz Carlos de Souza e Roseli Pugliani Quatrini, casada com Natal Alberto Porto e são netos Giovani, Bernardo, Ana Carolina, Natália e Luciana. Atualmente, ele é casado com Izenilda Gomes de Sá.
Nome empresa: Quatrini Calçados
Endereço: Cap. Ribeiro do Santos, 96
Telefone: 3729-2526

Comerciante Edson Pereira começou como sapateiro

Edson Pereira tem 77 anos, e 48 anos como comerciante. “Comecei a trabalhar aos 8 anos de idade como sapateiro, em Uberaba, cidade onde morava, depois que aprendi o oficio fiz o exército, e já com 21 anos mudei para Ituverava, no ano de 1953, já como sapateiro”.

Há quanto tempo desempenha esta atividade comercial? Por que a escolheu?
Trabalhei 4 anos como empregado, e logo que juntei umas economias montei uma loja para consertos e engraxar sapatos. Fiquei trabalhando assim por mais quatro anos, quando consegui montar uma fabriqueta, do lado onde hoje funciona o Magazine Luiza. Também fui proprietário de e um bar, que se chamava Bar do Esporte.

Há quanto tempo desempenha esta atividade comercial? Por que a escolheu?
Já estou há 56 anos no comércio, tendo iniciado em Uberaba. Foi uma época difícil, e minha mãe saia comigo para procurar emprego até começar a trabalhar em uma sapataria, onde aprendi o oficio. Depois fui adquirindo o gosto pela profissão, e arrumava sapatos dos amigos, e assim fui conseguindo alguns clientes. Daí nasceu o desejo de ser comerciante, e montar minha loja foi uma conseqüência.

Qual é sua tática para sobreviver todo este tempo no mundo empresarial?
Para sobreviver todo esse tempo no comércio, sem dúvida, foi a dedicação e vontade de vencer. Gosto de olhar para o meu passado e ver que venci por méritos, e o bom atendimento aos clientes e amigos que conquistei ao longo dos anos sempre, foi fundamental, além é claro, ser honrado com as minhas obrigações. Hoje agradeço a Deus por ter me dado força nesses anos para ter conquistado meu espaço.

Qual é sua dica para pessoas que queiram montar e ter longevidade no empreendimento?
O que posso dizer para quem quer iniciar um negócio e permanecer por muito tempo, é que faça sempre economia e, caso já tenha, sempre pense no amanhã. Firmeza nos seus objetivos e não desistir, ser honesto e oferecer um ótimo serviço e honrar com seus compromissos. Depois ir aprendendo seu dia-a-dia com o seu trabalho.
Leve seus negócio com equilíbrio, não gaste mais do que se tem e não abuse do que conquistou.

Qual é o perfil do consumidor ituveravense? O sr. acredita que ele tenha mudado com o tempo? Por quê?
O consumidor de hoje gasta mais, talvez, pela estabilidade da economia. Ele sabe realmente o que ganha e há muita concorrência. Antigamente, era tudo mais difícil, mesmo com menos concorrência, tanto para se conseguir mercadoria quanto pela instabilidade da moeda, então o comerciante que tinha um diferencial conseguia se destacar dos demais.
O consumidor ituveravense e todos os outros gastam e gostam de consumir, tem muitas formas de pagar as suas compras, acesso fácil ao crédito, o consumidor antigo era mais reservado, guardava dinheiro debaixo do colchão, como se costumava dizer, e comprava somente o necessário.
E acredito que essa mudança foi muito boa para os comerciantes.

Estamos na época do Natal, quando as vendas “aquecem” o comércio. No passado, como era este período?
O Natal sempre foi uma data especial. Hoje a data é mais comercial, quando se vende mais; é um mês para dar um fôlego para o início do ano e obter um lucro a mais.
Sobre o Natal de antigamente, era uma data mais religiosa, onde todos consumiam, mas sem se esquecer do seu significado. Acho que era mais alegre com mais música e coisas que faziam lembrar mais a data.
Edson Pereira é casado com Celiane Cristina Carvalho Pereira, são sue filhos José Luiz Pereira, Solange Dias Pereira, Simone Dias Pereira e Edson Almir Dias Pereira
Nome empresa: Edson Calçados
Endereço: Av. Dr. Soares de Oliveira, 316
Telefone: 3729-6899

Felipe Liporaci Neto (Titióla”) produz e comercializa verduras desde que nasceu

Felipe Liporaci Neto (“Titióla”), 81 anos, desde que nasceu atua na área de produção e comercialização de verduras, profissão que herdou da família. “Minha família sempre lidou com esse trabalho e cresci aprendendo a profissão”.
Para ele, a melhor tática para estar na ativa todos esses anos sempre foi o trabalho. “Eu digo que não há tática melhor”

Há quanto tempo desempenha esta atividade comercial? Por que a escolheu?
Escolhi esta profissão porque na época não havia muitas opções de emprego, além do trabalho braçal, e como minha família já trabalhava produzindo e vendendo verduras, entrar neste ramo foi natural.

Qual é sua tática para sobreviver todo este tempo no mundo empresarial?
A melhor tática para estar na ativa todos esses anos sempre foi o trabalho. Eu digo que não há tática melhor. Também acrescento educação para lidar com os clientes, além de honestidade. Pode-se dizer que isso é chave para o sucesso de qualquer negócio, e isso deve ser usado também na vida pessoal.

Qual é sua dica para pessoas que queiram montar e ter longevidade no empreendimento?
Hoje, para se montar uma empresa é difícil, pois as boas idéias são copiadas e, às vezes, de forma desleal. Mas acho que o diferencial para quem quer começar é buscar conhecimentos para ser muito bom no que faz, e trabalhar sempre com honestidade e otimismo.

Qual a diferença do comércio de antes, com o atual, em relação a consumidores, juros, prazos e outros?
O comércio antigo era mais saudosista. O comerciante conhecia o seu freguês, o chamava pelo nome, havia mais calor humano e confiança de ambas as partes. Hoje, com o acesso fácil ao dinheiro e com as facilidades de pagamento, o comércio tornou-se algo frio. Tenho muita saudade da minha época e do respeito que todos tinham uns com os outros.

Qual é o perfil do consumidor ituveravense? O sr. acredita que ele tenha mudado com o tempo? Por quê?
Tanto o consumidor, quanto o comércio mudaram. Antigamente, as famílias só compravam o necessário, sem abuso, o básico para se viver. Hoje, isso mudou, e o consumo também, compara-se tudo sem ter necessidade somente para ter.

Estamos na época do Natal, quando as vendas “aquecem” o comércio. No passado, como era este período?
O Natal é uma época que sempre se vende mais, pois as famílias estão se preparando para receber familiares e a demanda é maior. Mas o Natal da minha época, era uma data mais religiosa, para celebrar e reunir a família, pois havia respeito pela data, que não era tratada como comércio apenas. Atualmente é só comércio.
Agradeço a oportunidade e a homenagem, e quero desejar para todos Feliz Natal e Ano Novo, próspero de grandes realizações.

Francisco Liporaci Neto, é casado com Vilma Chechia Liporaci, ele tem o filho José Miguel Chechia Liporaci
Endereço: Avenida dr. Soares de Oliveira, 1350
Telefone: 3839-0140

Nelson Carlos de Oliveira atua no ramo de baterias há 33 anos

Nelson Carlos de Oliveira, 66 anos, há 33 anos no ramo de acumuladores, bateria para veículos. “Estou há 33 anos neste ramo, e escolhi por achar interessante e porque eu sempre tive paixão por carros. Quando surgiu a oportunidade, “entrei de cabeça”, com a cara e a coragem e muita disposição para dar certo”.

Há quanto tempo desempenha esta atividade comercial? Por que a escolheu?
Estou há 33 anos neste ramo, e escolhi por achar interessante e porque eu sempre tive paixão por carros. Quando surgiu a oportunidade, “entrei de cabeça”, com a cara e a coragem e muita disposição para dar certo.
Primeiro eu comecei a trabalhar como empregado em um armazém como caixa, e em 1963 houve um convite para trabalhar com o Orlando Seixas Rego, que foi prefeito de Ituverava várias vezes. No ano de 1977, ele deixou a empresa para mim. Graças ao Orlando e ao Kantaro Taojiro, que me apoiaram, eu pude iniciar o meu próprio negócio.
Naquela época a Alta Mogiana era muito forte e o comércio de acumuladores era muito bom, pois haviam muitas máquinas e pouca concorrência.

Qual é sua dica para pessoas que queiram montar e ter longevidade no empreendimento?
O que mais apertou sem dúvida, foram as mudanças das moedas, e para isso, eu sempre trabalhei com as minhas contas equilibradas, procurando sempre economizar. E por ter passado por tantos planos econômicos, eu me considero um vitorioso, pois além das crises, que não foram poucas, houve também no decorrer dos anos o aumento da concorrência. Mas, como eu já havia conquistado a minha clientela pude passar por essas adversidades econômicas.

Outro ponto importante foi a honestidade, oferecendo um trabalho de excelência para os meus clientes.

Qual é sua tática para sobreviver todo este tempo no mundo empresarial?
Para quem está começando, acho que o primordial é a persistência, trabalhar com honestidade e fazer economia, principalmente se for um pequeno comércio. É importante ressaltar que ter consciência de seus gastos é muito importante e procurar sempre trabalhar com o seu próprio dinheiro, sem precisar de empréstimos.

Qual a diferença do comércio de antes, com o atual, em relação a consumidores, juros, prazos e outros?
Acho que com a abertura do crédito, as pessoas ficaram mais receptivas para gastar. Antigamente, além das grandes discussões na hora de comprar, todos procuravam pagar a vista, pois era a forma mais econô-mica.
O consumidor também acompanhou essas mudanças, e de minha época para cá mudou muito, e como a facilidade de crédito muitas pessoas passaram a consumir mais, mas acho que de modo descontrolado.

Estamos na época do Natal, quando as vendas “aquecem” o comércio. No passado, como era este período?
O Natal para o meu tipo de negócio não é uma época de grandes mudanças, pois estou no ramo de prestação de serviço, e ninguém vai dar uma bateria de presente.

Nelson Carlos de Oliveira é casado com Guiomar Silva Oliveira, e tem os filhos Nelson Carlos Oliveira Filho, casado com Josenita; Marcos Silva Oliveira; Fernanda Silva Oliveira
Nome empresa: Nelson da Bateria
Endereço: Av. Dr. Soares de Oliveira, 1637
Telefone: 3839-7186