AGRICULTURA

O governador do Estado, Geraldo Alckmin, e o secretário Davi Zaia
14/01/2011

ESTADO DE SP TERÁ SALÁRIO MÍNIMO ACIMA DE R$ 600




O governador Geraldo Alckmin (PSDB), vai reajustar o salário mínimo regional, conhecido também como mínimo paulista, a pelo menos R$ 600. A decisão mantém tradição do Estado de ter um piso regional mais alto que o salário mínimo nacional e também conta com viés político.

O secretário de Emprego e Relações do Trabalho, Davi Zaia, participou de reunião nesta quinta-feira, com representantes das centrais sindicais nacionais. A iniciativa em café-da-manhã no Palácio dos Bandeirantes, teve a articulação da Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho, que organizou a participação dos sindicalistas, a pedido do governador do Estado, Geraldo Alckmin.


Após a reunião com sete centrais sindicais, Alckmin evitou divulgar um valor. Disse que ainda estava "ouvindo sugestões". No entanto, a Folha de São Paulo apurou que ele já encomendou estudos para mensurar o impacto dessa medida nos cofres do Estado. O mínimo regional fixa o piso para profissionais que não têm base sa-larial estabelecida por acordos sindicais ou convenções trabalhistas.

Os beneficiados

São beneficiados com a medida, por exemplo, vendedores, empregados domésticos e costureiros. Segundo a Secretaria de Trabalho, Davi Zaia, cerca de 7,2 milhões de pessoas têm os vencimentos baseados no piso regional.


Embora não incida diretamente sobre os salários de servidores públicos do Estado ou das prefeituras, o reajuste do mínimo paulista poderia criar embaraços na administração. Há uma parcela de servidores que tem o vencimento básico -que não considera gratificações ou funções incorporadas ao salário- menor que R$ 600.


Para evitar constrangimentos e cobranças públicas, o governador atrelará duas medidas: ampliará o piso e adequará os vencimentos desse grupo de servidores ao novo mínimo regional. Alckmin planeja enviar os dois projetos para a Assembléia Legislativa até março. Ele encomendou à Secretaria de Gestão um levantamento sobre o número de servidores e quanto a adequação pesaria nos cofres.