Foto de divulgação: no ambiente de trabalho, “enrolados” podem atrapalhar andamento da empresa Procrastinar significa transferir para outro dia ou deixar para depois. “Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje”. A frase é batida, mas não sai de moda. Afinal, chegou mais um janeiro, mês onde as pessoas traçam metas para o ano que se inicia. Há uma vontade genuína de mudança, mas ela costuma esbarrar, para boa parte das pessoas, numa barreira tão sólida quanto invisível: o hábito de adiar tarefas difíceis ou chatas, deixando-as para amanhã. Ao final de um ano de adiamentos, descobre-se que a vida mudou muito pouco.
Ao contrário do que parece, entretanto, isso não é um problema exclusivo de poucos, mas da maioria das pessoas. Empurrar com a barriga é uma tendência universal, profundamente enraizada no comportamento humano. Inclusive, para o ato, existe até uma definição – difícil, por sinal –, usada por psicólogos do mundo inteiro: a procrastinação.
As causas psicológicas da procrastinação variam muito, mas geralmente tendem a fatores como ansiedade, baixa auto-estima e uma mentalidade auto-destrutiva. Pensa-se que procrastinadores têm um nível de consciência abaixo do normal, mais baseado em “sonhos e desejos” de perfeição ou realização, em vez de apreciação realista de suas obrigações e potenciais.
Procrastinação e a saúde mental
A procrastinação pode ser uma desordem persistente e debilitante em algumas pessoas, causando disfunções e imperícia psicológicas significantes. Estas pessoas podem estar, de fato, sofrendo de outros problemas mentais como depressão ou Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).
Enquanto que a procrastinação é uma condição comportamental, esses outros problemas de saúde mental podem ser tratados com medicamentos e/ou terapia.
A terapia pode ser uma ferramenta importante para ajudar um indivíduo a ter novos comportamentos, superar seus medos e ansiedades, e alcançar uma melhor qualidade de vida. Portanto, é importante para as pessoas que lidam cronicamente com a procrastinação debilitante, consultarem um terapeuta ou um psiquiatra para ver se um maior problema de saúde mental pode estar presente.
ENQUETE
Nesta semana, a Tribuna de Ituverava foi às ruas perguntar ao ituveravense se ele cumpre todas as suas tarefas no momento marcado. A maioria diz que sim. “Costumo fazer minhas obrigações no mesmo momento, principalmente porque sou perfeccionista e não gosto de nada pendente”, afirma o empresário Rodrigo de Melo.
Já a vendedora Roberta Foroni de Freitas, 27 anos, assim como a maioria dos brasileiros, admite que posterga uma ou outra ação. “Não tenho o hábito de fazer tudo de imediato e costumo deixar tudo para depois. Não sei por que isso acontece, acho que pelo comodismo”.