REGIϿ�O

15/02/2011

PRÉ-SAL É DISCUTIDO EM SÃO JOAQUIM DA BARRA




Até 2020, o setor de petróleo e gás deverá investir cerca de US$ 400 bilhões na produção e exploração de óleo e gás na costa brasileira. Só a Petrobras deve responder por mais da metade desses recursos, na compra de sondas, turbinas e construção de plataformas. A indústria naval deve construir 12 estaleiros, seis dos quais de grande porte.

“É um volume espantoso de recursos, que vai movimentar não só a extensa cadeia de petróleo e gás, mas também todos os demais setores econômicos” assinalaram Julio Diaz, diretor de Infraestrutura do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), em reunião realizada na última quinta-feira (10) no Hotel Mauad em São Joaquim da Barra.

Diaz apresentou os planos de investimento da Petrobras, da Organização Nacional do Petróleo (Onip) – que congrega 11 petrolíferas – e também da Associação Brasileira da Indústria Naval e Offshore (Abenave). “Esse volume de investimento dependerá de uma cadeia de fornecedores fortalecida. Isso significa desde parafusos, gaxetas e válvulas, até botas, luvas e solados especiais usados pelos operários nas plataformas”, enfatizou o diretor do CIESP. “Uma plataforma é uma cidade flutuante”, complementa.

A lista de bens e serviços tem mais de mil itens e pode ser conferida na página do Prominp, na Internet. “Todo mundo tem como participar. Seja como fornecedor direto, inscrito no cadastro da Petrobras, seja como fornecedor indireto”, afirmou Diaz.

A prefeita Maria Helena Borges Vannuchi lembrou que a região já fornece alguns itens para a cadeia de P&G. “Mas há ainda muito espaço e oportunidades para as empresas da região”, observou Maria Helena. “Parabéns ao CIESP por trazer informações tão úteis à nossa região.”

A metalúrgica e siderúrgica Venturoso Valentini, VV, com mais 500 funcionários, é uma forte candidata, porque já atende setores também exigentes como o sucro-alcooleiro e o de implementos agrícolas. “A VV tem condições e know-how para fornecer para a Petrobras. Já exportamos, para Estados Unidos e Japão, uma linha de produtos de alta tecnologia, como carcaças de motores para aspiração de esgotos”, assinalou o empresário e vereador Pedro Nardelli. Segundo Nardelli, esse know-how também inclui o agronegócio. “Da linha de montagem das colheitadeiras utilizadas no campo, muitos itens são produzidos pela VV. E também atendemos a cadeia automotiva”, enfatizou Nardelli.

“As oportunidades do Pré-Sal e do Pós-Sal representam um impulso grande para nosso município, que está longe da Capital e longe do petróleo. Este apoio do CIESP e da FIESP é fundamental”, concluiu.

Oportunidades
O diretor do CIESP em Franca e região, Saulo Pucci Bueno, destacou o papel de São Joaquim da Barra, Guará, Ituverava e Igarapava como pólos microrregionais da indústria metalmecânica. “Todo este projeto da Petrobras tem tudo a ver com esta região. Há empresas preparadas para atender esse mercado que se encontra em franca expansão”, afirmou o diretor.

As empresas brasileiras não devem atuar isoladamente, observou Saulo. Para alguns setores, os consórcios são bem-vindos, diz ele. “A nossa região não é só calçado. Muito embora até essa indústria poderá participar como fornecedora de materiais e itens de segurança, como solados especiais”, destacou o empresário.

O êxito do evento mostra o acerto da política do CIESP em interiorizar-se cada vez mais até os municípios menores. “Onde está à indústria, O CIESP deve estar presente”, finalizou.

Fonte: Diário da Franca