POLϿ�TICA

Dilma e Hu Jintao inspecionam tropas no Grande Palácio do Povo (Foto: Reuters)
12/04/2011

DILMA SE REÚNE EM PEQUIM COM PRESIDENTE




A expectativa é que sejam assinados cerca de 20 acordos comerciais nas áreas de tecnologia, agricultura, esporte, educação e comércio. Uma cerimônia de assinatura de atos está programada para o fim do encontro entre os dois presidentes.

Mais cedo, a presidente participou de um seminário de negócios com quase 300 empresas brasileiras e chinesas.

Dilma afirmou que o Brasil deseja abrir um novo capítulo em seus crescentes vínculos comerciais com a China e "dar um salto de qualidade".

"É bom que até agora o comércio seja petróleo, soja e minerais, mas não basta. O Brasil deseja somar valor agregado a suas exportações. Desejamos uma relação mais dinâmica, sofisticada e equilibrada", reiterou.

Nos últimos dois anos, a China se tornou o principal destino das exportações brasileiras e o maior investidor no Brasil, postos que haviam sido ocupados nos últimos anos por Estados Unidos e Espanha. Os investimentos chineses estão centrados nas áreas de petróleo, tecnologia agrícola e produção de soja.

"A transformação da agenda (exportadora) com produtos de maior valor agregado é o desafio para os próximos anos e um dos pilares para a sustentabilidade da expansão do comércio bilateral", completou.

Atá agora, as exportações do Brasil para a China consistem essencialmente em commodities agrícolas e matérias-prima, em particular soja, minério de ferro, petróleo e celulose. Mas a presidente considera o futuro comercial com a venda de aviões da Embraer - terceira construtora aeronáutica mundial - ou veículos, assim como nos campos da exploração de petróleo - através da Petrobras - e da agrobiotecnologia.