O Daesp (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo) contratou o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) para que elabore estudos complementares da curva de ruído do aeroporto Leite Lopes, agora envolvendo a ampliação da pista do terminal aéreo. O novo estudo deverá estar concluído em dois meses. O documento servirá como base para a contestação do Estado ao acordo judicial firmado entre o Daesp e o Ministério Público que impedem a ampliação da pista, segundo a Procuradoria Geral do Estado (PGE). A medida levou a prefeitura a suspender temporariamente a intenção de suspender judicialmente o acordo. A contratação do IPT para executar novo estudo, ao custo de R$ 98 mil, foi publicada no Diário Oficial do Estado de anteontem. No ano passado, foi entregue outro estudo da curva de ruído. (veja box ao lado) O objetivo do estudo, segundo o Daesp é verificar se haverá alteração na curva de ruído no entorno do aeroporto com a ampliação da pista em 300 mestros, como é pleiteado pelo órgão estadual e pela prefeitura. Com 2,1 mil metros de pista útil, será permitido pousos e decolagens de aviões de carga maiores. Medidas A assessoria de imprensa da PGE informou que aguarda o resultado do estudo para definir a forma como o Estado poderá questionar na Justiça o acordo entre Daesp e Ministério Público ou se a procuradoria tentará novo acordo. A prefeita Dárcy Vera (DEM), disse ontem que já tinha sido informada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) de que o Estado pediria novo estudo para analisar a ampliação da pista. Segundo a prefeita, Alckmin optou por tentar um acordo com o Ministério Público sem partir para o conflito direto. "Tenho certeza de que o governador está empenhado e sabe da importância de resolver a questão", disse a prefeita. Dárcy confirmou que o município desistiu do questionamento judicial. "Optamos em trabalhar em parceria com o Estado, evitando o confronto direto com o Ministério Público", disse.