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04/05/2011

FESTAS “OPEN BAR” ABREM POLÊMICA NA CÂMARA DA CIDADE DE FRANCA




Num ato de revolta, o presidente da Associação dos Empregados no Comércio (AEC), o advogado Clóvis de Castro, utilizou o plenário da Câmara Municipal para fazer uma declaração bombástica contra as chamadas festas "open bar". “Podem morrer jovens em Franca se providências não forem tomadas pelas autoridades no reforço da fiscalização e até mesmo proibição da entrada em eventos deste gênero”, observa.

Além de atos de vandalismo, furtos e agressões, a falta de preparo de seguranças e da organização dos promotores de eventos, têm ocasionado uma série de ocorrências extremamente graves.

Clóvis de Castro afirmou que em três festas populares, onde a cobrança de ingresso foi mais acessível, ocorreram danos ao patrimônio do clube, agressões, além de furtos de bebidas e outras ações. Os prejuízos são pequenos frente ao grave problema que pode ocorrer na cidade. Além do Castelinho, outras casas noturnas da cidade também registraram os mesmos problemas, bem como em shows particulares.

Temeroso com esses episódios em Franca, já que nenhuma ação efetiva foi tomada pelo Poder Público (Conselho Tutelar, Polícia Militar, Prefeitura, ECAD, Guarda Municipal), Clóvis de Castro deu um alerta sobre essa situação. “O Clube está tomando providências quanto às festas populares. O aluguel do salão aos promotores de eventos será mais rigoroso em vários aspectos. Entendo que todos precisam de diversão, mas quanto a esses problemas a Câmara e a Prefeitura deveriam se posicionar sobre o assunto e agir com mais rigor ao liberar tais eventos”, ponderou.

O presidente da Câmara, Marco Garcia (PP), ressaltou que deve ser proibido no município a utilização de garrafas em shows e eventos públicos de grande massa. Para coibir essas ocorrências e colocar em exposição a vida das pessoas, o vendedor de bebidas deverá utilizar copos descartáveis.

O vereador Silas Cuba (PT) acredita que as festas "open bar" estão proibidas na cidade. "Essa proposta foi votada na Câmara Municipal e compete à prefeitura fiscalizar. Mas, o município só possui 15 fiscais na área”, aponta o vereador.

Por outro lado, o vereador Marcelo Valim (PSDB) entende que a prefeitura deve colocar mais fiscais nas ruas e reforçar a vigilância sanitária para a proteção dos adolescentes. Rui Engrácia (PSDB) já foi mais radical ao defender a idéia de acabar com as festas open bar.

Paulo Zamikhowsky, ao utilizar o microfone da Câmara defendeu o combate efetivo pela PM e fiscais da Prefeitura aos menores. Mas, na Câmara Municipal já existe legislação que proíbe a chamada festa "open bar".

INVASÃO DE MENORES
Clovis de Castro ressaltou que para ter um público no salão sem prejuízos na organização do evento, os promotores têm permitido a entrada de menores nestas festas. Além de não ter fiscais para verificar a idade dos jovens, os adolescentes fazem uso de bebidas alcoólicas.