AGRICULTURA

A professora Regina Eli de Almeida Pereira
25/05/2011

DEFENSIVOS GENÉRICOS PODEM REDUZIR O CUSTO DO AGRICULTOR




À pedido da Tribuna de Ituverava, a professora da Faculdade Dr. Francisco Maeda (Fafram), Regina Eli de Almeida Pereira, fez uma análise sobre o uso de defensivos de marca e genéricos. “O mercado de defensivos agrícolas, em uma perspectiva comercial, é disputado por dois grupos de produtos: aqueles sob patente e os produtos em domínio público”, afirmou.

De acordo com Regina, os produtos sob patente são protegidos por períodos de exclusividade. No Brasil esse período, que era de 15 anos, passou recentemente à 20 anos, ou seja, durante duas décadas nenhum agricultor pode adquirir esse produto de um segundo ou terceiro ofertante, salvo se houver uma concessão, por parte do inventor, com pagamentos de compensação financeira.

“Expirado o prazo de exclusividade, o produto pode ser fabricado por qualquer empresa que tenha desenvolvido ou adquirido sua tecnologia e tenha acesso às matérias-primas e intermediários. É nesta fase que o produto passa a ser denominado de genérico, pois é ofertado por mais de um fabricante”, complementou a professora da Fafram.

Custo menor
Como ocorre nos medicamentos, os defensivos genéricos forçam os preços para baixo, reduzindo o custo do agricultor. Segundo a professora, a maioria dos “ingredientes ativos” incluídos na condição de genéricos é de “idade avançada”, mas que ainda emprestam bons serviços à defesa fitossanitária.

“O registro de um novo produto é um processo lento e caro. Nos principais países essa distorção no registro dos produtos foi resolvida há mais de duas décadas pelo sistema da equivalência – mesma química e mesmos efeitos, são a base conceitual. Portanto, os produtos novos e sob patente podem ou não se transformar de produtos exclusivos para produtos genéricos. O comando chave para a transformação é a junção da queda de patente, com a oferta diversificada. O resultado dessa combinação são preços cada vez mais competitivos”, observou a professora.

Segundo Associação Brasileira de Defensivos Genéricos (AENDA), os defensivos agrícolas genéricos representam mais de 70% em volume negociado no mundo. Eles são impulsionados pela concorrência. “Essa formidável força concorrencial pressiona para baixo os preços dos produtos. Arrasta, não só o preço dos próprios produtos genéricos, mas também obriga o reposicionamento de preço dos produtos inovadores, em razão da relatividade de ganhos que o consumidor passa constantemente a comparar”, concluiu Regina.