Cédulas manchadas com tinta antifurtoDe acordo com determinação do Conselho Monetário Nacional (CMN) nesta semana, todas as cédulas de dinheiro manchadas marcadas com tinta pelo dispositivo antifurto dos caixas automáticas deixam de ter validade. A medida visa reduzir casos de furtos e roubos a caixas eletrônicos e a circulação das cédulas marcadas.
Os portadores de notas manchadas de tinta vermelha ou rosada, devem se dirigir ir a uma agência bancária e entregar a cédula para que ela seja enviada ao Banco Central, onde será analisada.
"Após a comprovação pelo BC, a instituição financeira deverá comunicar ao portador se a cédula foi fruto de ação criminosa, e que ela se encontra à disposição das autoridades competentes para investigação criminal. O portador da nota não terá direito ao ressarcimento do valor correspondente à cédula danificada", apontou o CMN em comunicado oficial.
Se for confirmado que o dano não foi causado pelo dispositivo antifurto, o banco passará essa informação ao portador da cédula e vai realizar a troca.
Saques de notas manchadas
Em caso de clientes sacarem no caixa automático cédulas manchadas, a troca poderá ser feita, ele deve tirar um extrato na hora para comprovar a operação de saque e registrar Boletim de Ocorrência na polícia. “Se ele comprova via extrato e BO, o banco vai ressarci-lo na hora”, explicou o diretor de Administração do Banco Central, Altamir Lopes.
De acordo com ele, o mecanismo antifurto danifica as cédulas pintando-as com uma coloração rósea. Lopes informou que esse dispositivo já é utilizado em outros países, como Inglaterra, Estados Unidos e Canadá, e visa combater os roubos aos caixas eletrônicos.
“A recomendação é que a população não receba cédulas suspeitas de estarem danificadas por mecanismo antifurto. Se a pessoa suspeita de que aquela cédula está danificada, e tem a característica provocada por um dispositivo antifurto, não deve receba-las”, disse o diretor.