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Foto de Divulgação: Mobilização contra o Tabaco, realizada no interior de São Paulo, no ano passado
06/06/2011

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Dia Mundial Contra o Tabaco visa prevenir sobre males causados pelo fumo

Segundo a Organização Mundial de Saúde, um terço da população mundial adulta – que corresponde a 1,3 bilhão de pessoas – é fumante

O Dia Mundial Contra o Tabaco é lembrado em 31 de maio. Trata-se de um momento de conscientização, não somente para os adultos, mas também para as crianças.

Em tempos remotos, ser fumante representava maturidade, um divisor de águas que marcava a entrada na fase adulta – chegava a ser até um marco de vitalidade. Quem nasceu antes da década de 90, também deve lembrar as propagandas do Marlboro com os aventureiros cowboys e do Hollywood com os sarados esportistas, onde a relação com o cigarro era associada a uma imagem completamente diferente da realidade.



Nos dias atuais, qualquer propaganda é proibida. As ações estão voltadas a prevenção e a conscientização da população sobre os problemas de saúde provocados pelo uso do tabaco.

Entretanto, mesmo com as medidas, os dados ainda são alarmantes. Segundo a Organização Mundial de Saúde, um terço da população mundial adulta (em torno de 1,3 bilhões de pessoas) é fumante, são 47% homens e 12% mulheres. Já no Brasil, uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, por meio do Instituto Nacional de Câncer (Inca), indica que 18,8% da população são fumantes.

O tabagismo está entre as causas de mais de 50 tipos de doenças, dentre elas câncer de pulmão, boca e faringe, além de problemas cardíacos… Acredite ou não, mas 23 pessoas morrem a cada hora por causas de doenças ligadas ao tabagismo.

Cigarros de sabor.

Nesta semana, uma nova discussão inflamou ainda mais o debate. Uma proposta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe a adição de açúcares e flavorizantes em produtos derivados do tabaco ganhou força em encontro realizado na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), em Brasília (DF), na última terça-feira.

De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o governo não pode permitir a estratégia das indústrias de tabaco de vender cigarros com sabores, como cereja, limão e chocolate. “O grande fronte atual da indústria é cooptar jovens para o hábito de tabagismo”, afirmou Padilha.

As declarações do ministro foram na abertura da oficina “Tabaco, Doenças Não – Transmissíveis e Desenvolvimento”, organizada pela Opas para comemorar o Dia Mundial Sem Tabaco. Na ocasião, o diretor da Anvisa, Agenor Álvares, reafirmou o compromisso da agência em considerar os interesses dos pequenos produtores de fumo na regulaentação do tema.

“Existe um segmento da sociedade que pode ser atingido diretamente pela nossa regulamentação e com o qual devemos estar preocupados, que são os pequenos agricultores, o elo mais frágil da cadeia, manipulado pela indústria do tabaco”, explicou Álvares.

Escola “Trajano” promove palestra sobre Tabagismo

Lembrando o Dia Mun-dial de Luta contra o Tabagismo, a Escola Trajano Francisco Borges, do distrito de São Benedito da Cachoei- rinha, promoveu uma palestra sobre o tema: “Alerta Sobre os Males do Taba-gismo”. O evento foi realizado dia 24 de maio, na escola, e voltado para alunos de 5ª a 8ª séries.

A palestra foi proferida pelas enfermeiras do posto de atendimento do Programa Saúde da Família do distrito. “Foram abordados vários assuntos, inclusive a incidência do tabagismo, pois em países em desenvolvimento, os fumantes constituem 48% da população masculina e 7% da feminina. Nos países desenvolvidos a participa- ção das mulheres mais do que triplica: 42% dos homens e 24% das mulheres têm o hábito de fumar”, explicou a diretora da escola, Sandra Luz Pinheiro.

Segundo ela, as enfermeiras também falaram sobre as mortes causadas pelo tabaco, que atinge 4,9 milhões de pessoas por ano – o que corresponde a mais de 10 mil pessoas por dia.

“A equipe do PSF também exibiu vídeos sobre doenças como enfisema pulmonar, câncer, impotência, além de imagens mostrando como surgiu o hábito de fumar. Também foram citadas algumas substâncias que compõe o cigarro e os males que provocam na saúde de quem fuma e de quem convive com estes fumantes”, observa a diretora.

Sandra finaliza afirmando que as explicações foram claras e objetivas. “A palestra aponta caminhos alternativos para as pessoas, permitindo que elas adotem comportamentos e normas que possam minimizar os impactos do tabagismo sobre a saúde humana”, concluiu.

Médica enumera os perigos

tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável no mundo. A OMS estima que um terço da população mundial adulta, ou seja, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas (entre as quais 200 milhões de mulheres), sejam fumantes.

“Pesquisas comprovam que aproximadamente 47% da população masculina e 12% da feminina no mundo fumam”, ressaltou a pneu-mologista Renata Tristão Rodrigues Lima, que enviou à redação da Tribuna de Ituverava artigo sobre o assunto.

“Caso as tendências da expansão do consumo sejam mantidas, os números chegarão a 10 milhões de mortes anuais por volta do ano 2030, sendo metade delas em indivíduos em idade produtiva (entre 35 e 69 anos)”, ressaltou Renata.

Tabagismo no Brasil

No Brasil estima-se que cerca de 200.000 mortes por ano, são decorrentes do tabagismo, pesquisa realizada em 2002 e 2003, entre pessoas de 15 anos ou mais, residentes em 15 capitais brasileiras e no Distrito Federal, mostra que a prevalência de tabagismo variou de 12,9 a 25,2% nas cidades estudadas.

“Os homens apresentam prevalências mais elevadas do que as mulheres em todas as capitais. Essa pesquisa também mostrou que a concentração de fumantes é maior entre as pessoas com menos de oito anos de estudo do que entre pessoas com oito ou mais anos de estudo”, explicou pneumologista

Atuação preventiva

Estes dados mostram a necessidade da atuação preventiva sobre esse grupo de jovens. É bom lembrar que quanto mais precocemente se der a exposição aos fatores de risco de câncer (entre eles, o hábito de fumar), maiores serão as chances de adoecimento na vida adulta.

“É importante portanto, garantir que os pais e professores, modelos de comportamento nessa fase da vida, se engajem nesse trabalho de forma coerente, deixando de fumar ou não fumando na presença de crianças e adolescentes”, finalizou a médica ituveravense.

Veja, na íntegra as respostas: