Continuam as investigações da Polícia Civil sobre a morte suspeita de um residente, na Clínica de Reabilitação Recanto de Luz, fechada na semana passada por denúncia de maus tratos e violação dos direitos humanos.
Ontem, sexta-feira, a delegada-adjunta Christina Bueno de Oliveira, responsável pelo caso, enviou ao Ministério Público o inquérito com as primeiras ações conclusivas sobre o caso. A Polícia Civil também aguarda o laudo pericial do exame toxicológico, feito a partir das víceras da vítima.
“Nesta semana, ouvimos o depoimento de uma pessoa que foi arrolada, durante as investigações. Estamos encaminhando o inquérito para o Ministério Público. Porém, provavelmente, outras oitivas sobre o caso deverão ocorrer”, explicou a delegada, em suas declarações oficiais.
Entenda o caso
Na semana passada, a Polícia Civil recebeu denúncias sobre a Clínica de Recuperação Recanto de Luz, que funcionava no Parque dos Esportes. As denúncias – que partiram de um residente, que conseguiu escapar e procurar a Polícia – vão de maus tratos e crueldade, a violação dos diretos humanos.
A Polícia esteve na Clínica e constatou as denúncias. Foram encontrados bastões de madeira (porretes) e algemas, que seriam usados para castigar os internos. Remédios de uso controlado também foram apreendidos porque não tinham receita.
Os proprietários da clínica Uanderson Claiton Gonçalves da Silva e Lizandra Adrien Cunha Franco, e o funcionário Diogo Alves Chagas, foram presos acusados pelos crimes de cárcere privado e tortura.
Silva e Chagas estão detidos no Centro de Detenção Provisória de Franca e Lizandra está na Cadeia Feminina, na mesma cidade. Os 28 pacientes que estavam na clínica voltaram para suas casas.