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16/08/2011

WAGNER ROSSI DIZ QUE VEJA É ‘ASSASSINA DE REPUTAÇÕES’




Em reportagem que chega neste domingo (14) às bancas em Ribeirão Preto, a revista "Veja", da Editora Abril, traz como reportagem de capa "A Praga da Corrupção". O protagonista é o ministro Wagner Rossi, da Agricultura (PMDB), que tem base política em Ribeirão.

A revista denuncia um suposto pedido de propina de R$ 2 milhões, numa licitação para prestação de serviços cujo valor total era inferior a R$ 3 mi. Em nota, Wagner Rossi responde que "a informação fere a lógica e o bom senso": "é lançada sem qualquer prova ou indício de materialidade. Nem o valor da licitação, que foi anulada por erro de quem estaria fazendo as denúncias agora é destacado pela revista", diz ele.

A reportagem estranha, também, a evolução patrimonial do ministro, que relata a revista, até entrar na vida pública, "levava vida modesta de professor universitário. Morava em uma casa de classe média em Ribeirão Preto, tinha uma Kombi, uma Belina e um Fusca Laranja, com o qual fez a campanha".

Santinhos
"Veja" vai além e entrevista o ex-prefeito de Ribeirão João Gilberto Sampaio, para atestar que Rossi "não tinha dinheiro nem para bancar os santinhos".

Ouvido neste sábado (13), em Ribeirão Preto, por A Cidade, o ex-prefeito João Gilberto disse que contou mesmo à "Veja" que financiou os santinhos da primeira campanha de Rossi. Mas se esquivou de qualquer acusação: "Não tenho nada contra ele e não temos mais convívio político. Hoje o que eu sei é que ele é bastante rico, e é só o que posso afirmar".

Wagner Rossi diz que a sua casa em Ribeirão, que a revista descreve como "espetacular, no alto de uma colina, cercada por bosque luxuriante, em área de 400 mil metros quadrados e avaliada em R$ 9 mi", é patrimônio de toda a família, adquirido com trabalho e que teve valorização desde a aquisição, em 1996.

"Pessoalmente, trabalhei durante os últimos 50 anos em diferentes empregos e empreendimentos. Além disso, todos os meus filhos e três de minhas noras são empresários e executivos de sucesso em diferentes áreas econômicas. Meu patrimônio pessoal é inferior a R$ 1 milhão. Eu e todos os meus filhos declaramos renda e patrimônio à Receita Federal, anualmente".

Outro lado
O Ministro Wagner Rossi enviou neste sábado à imprensa um longo texto respondendo questões levantadas pela revista Veja, em matéria de capa da edição deste domingo. Escreve o Ministro:

"Na quinta-feira e sexta-feira, repórteres da revista Veja encaminharam perguntas, cobrando explicações sobre meu patrimônio pessoal, listando supostas irregularidades em empresas estatais em que fui diretor, como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Companhia Docas de São Paulo (Codesp), além questionar uma licitação no Ministério da Agricultura.

Encaminhei as respostas que estão transcritas abaixo. Todas as perguntas enviadas a mim na quinta-feira foram respondidas em menos de 24 horas. Nada, porém, foi aproveitado por repórteres e editores. Agora, pela terceira semana consecutiva, sou obrigado a me explicar.

A informação de que eu teria pedido "propina" de R$ 2 milhões numa licitação, cujo contrato para a prestação de serviços era de R$ 2,9 milhões, fere a lógica e o bom-senso. Pior. É lançada sem qualquer prova ou indício de materialidade.

Nem o valor da licitação, que foi anulada por erro de quem estaria fazendo as denúncias agora, é destacado pela revista. Os repórteres baseiam-se na declaração de um funcionário que perdeu a função pública por uma ilegalidade cometida e admitida por ele mesmo.

Mas a lógica não parece nortear os diretores de jornalismo da editora Abril.

Ouvir o outro lado, um princípio basilar do jornalismo, não existe para a revista Veja. Essa é mais uma campanha orquestrada com interesses políticos. Não querem apenas desconstruir minha credibilidade ou acabar com minha imagem, mas destruir a aliança política vitoriosa nas urnas em outubro do ano passado. As acusações são levianas.

Isso não é jornalismo. É assassinato de reputação.

Vou pedir à Justiça o direito de resposta", acrescenta o ministro.

Fonte: Jornal A Cidade