POLϿ�TICA

19/08/2011

ROSSI FEZ UM EXTRAORDINÁRIO TRABALHO, DIZ NOVO MINISTRO DA AGRICULTURA




Após ter a indicação para o comando do Ministério da Agricultura oficializada, o deputado Mendes Ribeiro (PMDB-RS) afirmou nesta quinta-feira (18) que pretende "aprender" antes de adotar medidas e que irá conversar com o ex-ministro da pasta Wagner Rossi, que pediu demissão após denúncias de irregularidades. Segundo ele, o ex-ministro fez um "extraordinário trabalho" na pasta.

"Quem faz as coisas com pressa acaba tendo que fazer de novo. Eu pretendo primeiro aprender muito para depois poder ajudar. [...] Vou conversar com o Wagner. Ele fez um extraordinário trabalho", disse Mendes no Planalto.

Sobre as investigações em curso no Ministério da Agricultura, Ribeiro disse que cabe aos órgãos investigação apurar.

"Quem faz a investigação são os órgãos investigativos. Eu tenho que tratar da agricultura do Brasil. Eu tenho que falar de números. Eu tenho que olhar para frente. A responsabilidade é fundamental. Eu vou ouvir muito. Eu vou conversar muito, vou conversar com o Wagner. O Wagner foi meu colega de bancada", disse.

Questionado se faria uma "faxina" no Ministério da Agricultura ou nos órgãos ligados à pasta que estã sendo investigados, como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Mendes disse:

"Eu estou chegando. Se eu chego pretendendo, no mínimo, vocês vão duvidar do que eu possa fazer. Faxina? Eu vou tratar da agricultura", ironizou.

Ribeiro contou que conversou brevemente com a presidente por telefone e que ela não chegou a fazer pedidos.

"A presidente me telefonou de São Paulo. Não houve um contato mais amiúde. Isso será amanhã. Ela chega em Brasília e me chama para despachar", disse.

Mendes Ribeiro afirmou que a posse como ministro da Agricultura deve ocorrer na próxima segunda (22). "Tudo indica que será segunda-feira à tarde. Eu preciso primeiro que a dona da posse, que é a presidente, se manifeste", disse.

Mendes disse não saber quem seré seu substituto na função de líder do governo no Congresso. "O cargo pertence à presidenda Dilma", disse.

Wagner Rossi pediu demissão após semanas consecutivas de denúncias de irregularidades na pasta que comandava. A mais recente, nesta terça, dava conta do uso pelo ministro de um jatinho de uma empresa do ramo agropecuário.

A carta de demissão foi publicada no site do ministério. No texto, Rossi agradeceu a "confiança" que recebeu da presidente Dilma Rousseff e classificou de "mentiras" as denúncias contra ele. Disse que teve familiares e amigos atacados. "Minha família é meu limite. Aos amigos tudo, menos a honra", afirmou.

"Muita Cautela"

Após coletiva no Palácio do Planalto, Ribeiro afirmou, em entrevista à Globo News, que vai agir com "cautela" em relação a denúncias no ministério.

"Olha, acho que se eu soubesse [o que fazer em relação a denúncias no ministério e na Conab] tu ficaria desconfiada. Eu vou tentar saber com a maior rapidez e vou usar sempre aquilo que a vida pública me ensinou: muita cautela, muito cuidado", disse.

Questionado sobre se teria experiência na área de agricultura para assumir a pasta, Ribeiro afirmou:

"Olha, eu sou do Rio Grande do Sul. Sou lá da minha Camacuã, sou lá da minha restinga seca. A minha experiência na pasta é saber que nosso produtor, agricultor, faz milagre todos os anos pra continuar produzindo."