CIDADE

25/08/2011

EMPRESA PAGARÁ R$ 300 MIL DE MULTA PARA APAE




Por ter infringido a Lei ao terceirizar trabalhadores rurais que plantavam o produto vendido pela empresa, a Syngenta, empresa líder na produção mundial de sementes, foi multada em R$ 300 mil. A multa será destinada à Associação de Pais e Amigos de Excepcionais (APAE) de Ituverava. A entidade foi escolhida porque o maior número dos trabalhadores rurais envolvidos é de Ituverava.

A multa faz parte de um acordo entre a Syngenta e o Ministério Público do Trabalho em Ribeirão Preto e evita que a empresa seja ré em uma ação judicial.

Com o acordo, a Syngenta Seeds e a Syngenta Proteção de Cultivos se comprometeram a não terceirizar empregados, sob pena de multa de R$ 4 mil por infração e por trabalhador prejudicado.

De acordo com o procurador Henrique Lima Correia, a Syngenta estava sendo alvo de diversas ações na Justiça por terceirização ilícita de mão de obra há pelo menos dois anos.

Ainda segundo ele, a contratação de terceirizados favorecia a Syngenta, pois reduzia os custos com os encargos trabalhistas. “Além de sonegar milhões de reais, a prática expõe o trabalhador”, afirmou Correia.

A legislação trabalhista proíbe que terceirizados atuem em áreas que sejam o objetivo final da empresa. Os trabalhadores foram contratados para atuar na colheita, carpina, eliminação de plantas fora do padrão e corte em lavouras da Syngenta.

O Ministério Público do Trabalho entendeu que essas atividades eram o foco da empresa, pois culminavam na produção de sementes. Devido a isso, a multa foi aplicada.

Diante dos fatos, o presidente da entidade, Geraldo Aparecido do Valle foi procurado nesta semana pela Tribuna de Ituverava. Ele afirmou que a forma de pagamento da multa está sendo negociada com a Syngenta e o resultado deve sair na próxima semana.