Grupo de pessoas fazendo exercícios físicos: atividades físicas melhoram o equilíbrio e previne contra quedasBasta um segundo, um momento de distração e acontece: o idoso está no chão. As quedas entre pessoas de idade avançadas obviamente podem ser consideradas um dos piores eventos da velhice, levando a uma série de complicações graves e podendo colocar em risco sua vida.
No Brasil, 30% dos idosos caem ao menos uma vez ao ano. Elas afetam 51% de pessoas com idade acima de 85 anos; 35% de pessoas na faixa etária entre 75 e 84 anos e 32% de pessoas com idades entre 65 a 74 anos.
As conseqüências disso podem mudar drasticamente a vida do idoso: 5% das quedas resultam em fraturas e de 5% a 10% tem ferimentos importantes necessitando cuidados médicos. Mais de dois terços daqueles que tiveram uma queda cairão novamente nos seis meses subseqüentes.
Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que 43% das quedas de idosos ocorrem dentro de suas próprias casas. O estudo – que divulgado no último mês – foi feito com 108 idosos. Do total de entrevistados, 63% caíram mais de uma vez.
De acordo com a Secretaria, os fatores que levam idosos a quedas estão relacionados principalmente à fraqueza dos membros inferiores, à pouca flexibilidade, à falta de equilíbrio e ao problemas de visão. Pisos escorregadios, tapetes e objetos no chão também fazem aumentar o número de quedas.
São apontados ainda como fatores de risco a iluminação deficiente; ambientes com várias tonalidades de uma mesma cor, já que parte dos idosos não distinguem com clareza os tons; camas de altura inadequada e móveis frágeis, principalmente os que podem ser utilizados pelos idosos como apoio.
“Nosso objetivo é conscientizar não apenas a população idosa, mas também aqueles que convivem com eles, sobre os cuidados que devem ser tomados para prevenir problemas maiores”, diz a coordenadora do setor de reabilitação do Centro de Referência do Idoso da Zona Norte de São Paulo, Christine Brumini.