ESPORTE

01/09/2011

DEPOIS DO CONFRONTO QUE TERMINOU EM TIROS EM PRESIDENTE PRUDENTE, MANCHA ALVIVERDE É BANIDA PELA FEDERAÇÃO PAULISTA DAS ARENAS DE SP




A Mancha Alviverde está banida dos estádios de futebol paulistas desde ontem.

A Federação Paulista de Futebol apontou como motivo o episódio em que dois torcedores foram baleados antes do clássico entre Corinthians e Palmeiras, no domingo, nos arredores do Prudentão, em Presidente Prudente.

Integrantes da torcida organizada não poderão entrar em arenas paulistas caracterizados com o uniforme da Mancha Alviverde, inclusive em jogos do Brasileiro-2011.

"Conversei hoje [ontem] com o pessoal do [batalhão de] choque, que inclusive estava em Presidente Prudente, e me informaram que quem começou o tumulto foi a Mancha Alviverde", disse o presidente da FPF, Marco Polo Del Nero, que ontem se reuniu por 40 minutos com PMs.

Del Nero pôs à disposição da PM o cadastro de integrantes de torcidas organizadas que a entidade produziu.

A punição terminará quando aparecerem os culpados pelo ocorrido no interior.

"Acho que eles [torcedores] irão entregar os culpados. Se não forem identificados, a Mancha pode ficar até dez anos banida dos estádios. Já ficaram um tempo fora... Mal não faz", declarou Del Nero.

O torcedor Lucas Alves Lezo, filiado à Mancha Alviverde e baleado no domingo, disse que o tiro que o atingiu partiu da arma de um PM. Ele, no entanto, reconheceu que aconteceu um tumulto antes.

Ao ser questionado se aceitará conversar com membros da Mancha, Del Nero foi enfático: "Quem tem que conversar com eles é a polícia".

Sobre o episódio no qual um torcedor corintiano foi estrangulado por palmeirenses e teve o corpo jogado no rio Tietê, o cartola afirmou se tratar de uma questão para a Secretaria da Segurança de SP.

André Guerra, presidente da Mancha, declarou que a torcida vai contestar a decisão da FPF na Justiça comum.

"O Marco Polo alega que participamos do tumulto e baniu a Mancha. Ele vai banir a PM também?", indagou. "Isso é arbitrário. Não houve briga de torcidas, e a PM atirou contra nós. Um [torcedor] está entre a vida e a morte. O Marco Polo deveria, no mínimo, ter esperado o fim das investigações da polícia sobre o fato. Vamos recorrer."