GERAL

09/09/2011

EMPRESÁRIO VISLUMBRA NOVOS MERCADOS EMPREENDEDORES




“Quanto aos novos mercados, estamos muito atentos ao desenvolvimento na China, que é no momento, é um dos mais atraentes no mundo. Com a filosofia de integrar cada vez mais no mudo globalizado, firmamos parceria com a Sinocot, o maior conglomerado industrial chinês no segmento do algodão, tendo em sua estrutura empresas fabricantes de máquinas, e de comercialização de commodities, dentre outras. O compromisso trouxe a nossa cidade uma delegação, recebida na sede da Busa, na semana passada, com o objetivo de estudar viabilidade de novos convênios”.

“Precisamos pensar na China com grande parceiro, principalmente na troca de tecnologia. O Brasil tem boa agricultura, bom clima, água e diversidade, e a China tem muitos consumidores. Portanto, um país complementa o outro”.

EUA

“Eu respeito muito os Estados Unidos como o país mais poderoso do globo e acredito que eles sempre foram e serão a maior potência mundial, mesmo com a crise pela qual passam”.

Processo de implantação

“Eu e minha equipe acompanhamos todo o processo de transporte e instalação das máquinas que vendemos. Nestas andanças vivenciamos as mais profundas diferenças entre países e culturas. Dia desses, conversei com um judeu justamente sobre este assunto, e chegamos à conclusão nos negócios não é diferente, pois é preciso estar atento nos contextos político, social e cultural, entre outras coisas questões relevantes”.

Diversidades de produtos

“O algodão tem momentos bons e ruins. Sempre, em épocas de crises, é o primeiro produto que sente, refletindo diretamente nos produtores e, conseqüentemente, em todos que dependem da cotonicultura. Por isso, também investimos na fabricação novos segmentos, como a produção de contêineres de reciclagem, transportes de grãos e óleo”.

Economia Mundial e o Brasil

“Quanto à Economia do Brasil, podemos afirmar com segurança que nosso país está entre as maiores economias do mundo, e é um mercado em forte expansão”.

“O Brasil integra os BRICs – sigla dos países Brasil, Rússia, Índia, China, países que se destacam no cenário mundial pelo rápido crescimento das suas economias em desenvolvimento [o acrônimo foi cunhado e proeminentemente usado pelo economista Jim O Neill, chefe de pesquisa em economia global do grupo financeiro Goldman Sachs, em um estudo de 2001 intitulado Building Better Global Economic]”.

“Sobre o país ser a primeira economia do mundo, entendo que não é uma questão relevante, pois se acompanharmos a história da humanidade, vamos constatar que todo império teve seu fim. O Brasil é um país excelente, com grande preocupação ambiental, até mais que outros grandes, se compararmos.

Entretanto, em minha opinião, chegar ao topo de alguma coisa representa o início do fim. Não queria que o país chegasse a esse ponto, por isso, devemos estar atentos a novos empreendimentos, reciclando conhecimentos e ações, esta questão é mais importante que o primeiro lugar”.

“Além do mais, o país está se preparando para que em um futuro próximo, colher os frutos do pré-sal. Mas é importante nos preparar para a concorrência de mão-de-obra, pois hoje a falta de técnicos especializados é grande. Portanto, é preciso se antecipar para as empresas não entrarem em colapso, e importar gente”.

Crescimento populacional

“Em abril deste ano, eu estava na China, em uma reunião. Estávamos discutindo que, com o mundo chegando a 7 bilhões de habitantes, temos de pensar em como alimentar toda essa gente. É um problema sério. Dissemos o seguinte: a mecanização é muito boa, mas ela tira o emprego de pessoas. Então, me retrucaram: "mas, como cultivar e colher este alimento, se não for com a mecanização?". Então, ela é uma faca de dois gumes”.

Questões ambientais

“Há 55 anos, tínhamos na região secas terríveis, tempestades horríveis que derrubavam casas e árvores, como noticiava a própria Tribuna de Ituverava. Ou seja, sempre tivemos um clima ora bom, ora ruim. O negócio é ter conscientização e fazermos nossa parte: não podemos construir uma casa no pé do morro ou do lado de um rio que ela corre sério risco de ser destruída”.

“Também acredito que as empresas devem seguir esta linha de conscientização. Elas devem parar de jogar dejetos em rios e contribuir para tratá-lo. Por exemplo: recentemente, estive no Coxim (MS) com minha esposa, e notamos o quanto os rios estão bem tratados; antes eles eram dados como mortos e hoje a população ribeirinha já pesca neles, aprovando sua recuperação”.

Responsabilidade social

“A meu ver, toda empresa deve ter responsabilidade com aquilo que explora. E nós temos esta consciência, pois caso contrário, estamos matando rios e sufocando a natureza, e nossa filosofia é exatamente a vida, e a preocupação com as gerações que virão”.

“Outro fator que deve ser levado em conta na consciência ambiental, é a Educação. O Brasil deve investir neste setor. Pois muitos estudantes saem mal preparados das escolas, tornando-se também cidadãos despreparados. Portanto, o ensino deve ser levado mais a sério pelos governantes. Portanto, o Meio Ambiente deve ser respeitado, e isso vale também para as empresas. Nós fazemos nossa parte”.