Pinhão in vitro; no destaque, a professora de Biologia, Nádia Pita Figueiredo VedovatoA professora de Biologia, Nádia Pita Figueiredo Vedovato, que reside em Ituverava, defendeu Dissertação de Mestrado na área de Agronomia, no dia 29 de julho, na UNESP-Jaboticabal.
O tema do trabalho, que foi orientada pelo professor Antonio Orlando Di Mauro e teve como coorientadora Sandra Helena Unêda Trevisoli – foi “Genética e Melhoramento de Plantas.
“Os ensaios de cultivo in vitro foram realizados no Laboratório de Biotecnologia Aplicada ao Melhoramento de Plantas, na própria instituição de ensino”, afirmou a professora, em entrevista à Tribuna de Ituverava.
Após a apresentação da tese, começou a fase de argüição com questionamentos sobre a elaboração do trabalho, resultados e conclusões, com algumas considerações e sugestões da banca.
A professora foi aprovada pela Comissão Examinadora, recebendo o título de Mestre em Genética e melhoramento de Plantas.
Nádia leciona Ciências, no Ensino Fundamental da EMEB “Eng.
Agrônomo Urbano de Andrade Junqueira” – unidade I, em Guará.
Formada pela Universidade de Franca (Unifran), ela os ensinos Fundamental e Médio em escolas municipais de Guará e Ribeirão Preto; ela concluiu o 3º Ano do Ensino Médio no Colégio e Curso Osvaldo Cruz-COC, de Ribeirão Preto.
Nádia é filha de Carlos Roberto Figueiredo de Lima e Nadir Pita Tavares, e é sobrinha da juíza de Direito da 2ª Vara da Comarca de Ituverava e diretora do Fórum, Luísa Helena Carvalho Pita.
Resumo da dissertação
“O pinhão-manso (Jatropha curcas L.) é uma oleaginosa da família da mamona e da mandioca, que se destaca pelo seu grande potencial sócio econômico e como uma excelente alternativa para a produção de biodiesel.
Sua semente contém cerca de 40% de óleo de boa qualidade para a produção de bio combustível.
O trabalho teve como objetivo principal a otimização de protocolos de cultivo invitro*, para embriões e germinação de sementes com adição dos suplementos (vitaminas e acido giberélico) ao meio de cultura..
Os resultados indicaram que a suplementação proporcionou um bom desenvolvimento de plântulas, ótimas fontes de extração de explantes para futuros experimentos com cultura de tecidos e obtenção de mudas padronizadas”.
“A propagação in vitro ou cultura de tecidos é uma técnica utilizada para propagar plantas dentro de frascos ou tubos de ensaio, sob adequadas condições de assepsia, nutrição e fatores ambientais, como luz e temperatura.
Essa técnica parte do princípio de que a célula é autônoma e possui potencial para originar um organismo completo, sob determinadas condições de estímulos. É a Teoria da Totipotencialidade, formulada por Matthias Schleiden & Theodor Schwann, em 1838”.