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Os funcionários estão em greve nacional, por tempo indeterminado, desde quarta-feira (14)
16/09/2011

CARTEIROS EM GREVE INVADEM SEDE DOS CORREIOS NO CENTRO DE CAMPINAS




Os trabalhadores dos Correios tomam a rua Ferreira Penteado no centro de Campinas e realizam um protesto com cerca 300 pessoas, carro de som e faixas de protesto em que reividicam reajuste de salários e outros beneficios. Os funcionários estão em greve nacional, por tempo indeterminado, desde quarta-feira (14).

Segundo informações da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), a Rua Ferreira Penteado está interditada. Já a Francisco Glicério tem trânsito lento mas flui normalmente. A Polícia Militar está no local e acompanha a evolução do protesto que até o momento é pacífico apesar do discurso inflamado dos integrantes do Sindicato contra o governo federal. Por volta das 12h30, os carteiros chegaram a invadir o prédio central dos Correios na Av. Francisco Glicério e lavaram os degraus.

A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) pede aumento salarial real de R$ 400, do vale-refeição/alimentação, piso salarial de R$ 1.635, hoje o piso para funcionários dos Correios é de R$ 807,00, e reposição da inflação de 7,16%, dentre outras reivindicações. De acordo com a Fentect, os Correios ofereceram reposição da inflação de 6, 87%, abono salarial de R$ 800 e vale alimentação de R$ 25.

Segundo o Diretor de Imprensa do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Campinas (Sintect/Cas), Valdir Florentino, a paralisação não se trata apenas de uma requisição por aumento de salários e sim a melhoria de infraestrutura e condições de trabalho. "Nós paramos porque além de recebermos mal, nossa motos estão sucateadas, as bolsas de carta são de má qualidade e o uniforme é precário, se usarmos o sapato que os Correios nos dão, em uma semana a sola não existe mais" disse.

Valdir ainda afirmou que o retorno aos trabalhos não vai acontecer enquando os Correios não negociarem com os trabalhadores e explicou como a empresa está tentando se mobilizar para suprir a demanda de correspondências. "Nós não voltaremos a trabalhar através de promessas, só voltaremos quando for oferecida uma proposta decente e em assembleia a decisão de retornar ser tomada. É uma questão de tempo para o sistema implodir, eles estão transferindo pessoas da administração para fazer nosso trabalho e logo logo a demanda vai explodir" disse Valdir.

No protesto realizado pelos carteiros estava presente a advogada do Sindicato, Dra. Fabiana Araújo que informou que a paralisação tem base legal para acontecer uma vez que o Sindicato tem vários processos contra os Correios por falta de condições de trabalho, assédio moral entre outros problemas na empresa. "Já realizamos várias denúncias ao Ministério do Trabalho com teor de assédio moral, falta de condições de trabalho e muitos outros problemas que existem nos Correios. A greve tem base legal e somente terá seu término quando os trabalhadores aceitarem uma proposta que valha a pena" disse.

Os trabalhadores programam uma viagem à Brasilia para juntar-se aos trabalhadores que realizam a greve no Distrito federal. Segundo Valdir a data ainda não está definida mas confirma que ônibus irão sair de Campinas com funcionários dos Correios e esperam chamar a atenção do governo federal.