Cristina Kirchner é favorita nas eleições presidenciais da Argentina
A plateia confirma o que dizem os analistas: Cristina Kirchner investiu no eleitorado jovem, soube explorar a viuvez, os sentimentos e a estética.
Neste domingo (23), os argentinos vão às urnas votar para presidente.
A atual presidente Cristina Kirchner tem mais de 53% das intenções de voto.
O clima por lá é mesmo de "já ganhou".
Para um desavisado, nem parece que a Argentina está às vésperas da eleição presidencial.
O clima é de indiferença.
A campanha na TV passou despercebida.
Pudera: uma oposição dividida e declaradamente derrotada.
O radical Ricardo Alfonsín nem disfarçou.
Foi tudo tão previsível que a candidata à reeleição, favorita nas pesquisas, se deu ao luxo de encerrar sua campanha um dia antes do permitido pela lei.
Cristina Kirchner escolheu um teatro pequeno, cujas portas foram abertas só para convidados.
Os “sem convite” tiveram de se ontentar e ficar na praça em frente e ver candidata pelo telão.
A plateia da praça confirma o que dizem os analistas: Cristina Kirchner investiu no eleitorado jovem, soube explorar a viuvez, os sentimentos e a estética.
Atraiu pobres e peronistas por tradição, como uma senhora que foi ao mercado aproveitar o programa do governo "Carne para todos" – metade do preço normal.
Ela comprou pensando no almoço de domingo.
Se bem que, na teoria de um analista, peronismo foi com Perón.
Cristina está inaugurando seu estilo próprio, batizado de “cristinismo”.
As urnas lhe darão uma superconcentração de poder, mas falta confessar a inflação: oficial de 9% ao ano, real de 25% ao ano; e a pobreza: oficial de 8%, real de 24% da população; sem contar os efeitos da crise mundial.