Governo propôs nova rodada de negociações para quarta-feira (26). Funcionários de Brasília e Guarulhos voltaram ao trabalho na sexta (21).Os funcionários da Infraero no aeroporto de Viracopos, em Campinas, decidiram suspender nesta segunda-feira (24), após assembleia, a paralisação iniciada à 0h de quinta, de acordo com o Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina). A informação foi confirmada pela Infraero.
A retomada foi definida após a proposta do governo de retomar as negociações sobre as reivindicações dos trabalhadores em relação ao modelo de concessão definido pelo governo para o setor, que prevê gestão pela iniciativa privada.
Segundo informações do sindicato, na quarta-feira (26), representantes dos sindicatos e do governo federal deverão reunir-se para tratar do assunto.
No sábado (22), o diretor de administração da Infraero, José Eirado, dissera ao G1 que uma liminar concedida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região determinava que 50% dos funcionários em greve do aeroporto de Viracopos voltassem a trabalhar imediatamente.
Na sexta-feira (21), Brasília e Guarulhos já haviam suspendido a paralisação.
Em documento apresentado ao sindicato, a Secretaria de Aviação Civil (SAC) propõe estabelecer a obrigação das concessionárias oferecer um programa permanente de formação, capacitação e aperfeiçoamento dos empregados; garantia aos funcionários que permanecerem na Infraero de participar na elaboração de um plano conjunto para a absorção e realocação dos empregados; obrigação da concessionária adotar a mesma data-base da Infraero; obrigação da concessionária assegurar aos seus empregados condições de trabalho equivalente ao oferecido pela Infraero; e período de estabilidade no emprego maior do que já foi estabelecido.
Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Aeroportuários, Francisco Lemos.
Lemos, se as negociações não avançarem, a greve pode se estender para mais aeroportos.
“Vamos abrir para negociações.
Se não acontecer, a greve vai ser diferente, a gente vai parar o aeroporto e não só esses três, afirmou.
“O estado de greve continua até a quarta, porque a crise é muito grave entre o movimento sindical e o governo Dilma, disse aos funcionários em assembléia que começou por volta das 11h20 no saguão do aeroporto.