GERAL

04/11/2011

PLANETA TERRA CHEGA A MARCA DE SETE BILHÕES DE HABITANTES




Ásia, onde vivem dois terços da população mundial, recebeu simbolicamente o número sete bilhões, a filipina Danica

O mundo conta desde segunda-feira com mais de sete bilhões de seres humanos. Mais que uma grande marca, o número traz consigo uma série de problemas e preocupações, decorrentes da explosão demográfica.

Em 1800, a Terra tinha cerca de 1 bilhão de habitantes. Em 1930, este número chegou a 2 bilhões. De lá pra cá, o crescimento tem sido vertiginoso. Em 1960, o planeta atingiu 3 bilhões de habitantes. O quarto bilhão chegou 14 anos depois. Em 1987, a já eram 5 bilhões; em 1999, a população terrestre era de 6 bilhões e agora, em 2011 são bilhões de pessoas. Com base nesta previsão de crescimento, a Terra terá 8 bilhões em 2024, e 2045, serão 9 bilhões e, no final do século, o mundo terá 10 bilhões.


Em muitos casos, pode-se dizer que a evolução mundial não acompanhou “como deveria” este crescimento. O planeta ainda continua pobre e desigual. Porém, nos últimos doze anos, quando somou seu último bilhão de habitantes, houve progresso considerável. Em 1999, por exemplo, o PIB mundial era de US$ 39,5 trilhões. Atualmente, este número subiu para US$ 78,9 trilhões.

A mortalidade infantil era de 51 crianças a cada 1 mil nascimentos. Hoje, este número caiu para 42. O analfabetismo caiu para 11,3% da população, contra 14,2%. A expectativa de vida era de 66 anos e hoje é de 69 anos. A classe média representa 28% da população e responde por 45% do consumo.

Em apenas três décadas, o número de centro urbanos com mais de 10 milhões de habitantes pulou de 4 para 21. A cidade de São Paulo está em terceiro lugar neste ranking, com uma população estimada de 20,3 milhões de pessoas. A moderna Tóquio (Japão) aparece em primeiro lugar, com 37 milhões de habitantes, seguida de Nova Dheli (Índia), com 22 milhões de habitantes [veja quadro].

Ao ritmo de dois nascimentos por segundo, o UNFPA prevê que a população continuará aumentando e alcançará 9,3 bilhões em 2050, antes de superar 10 bilhões até o fim do século. Até 2025, a Índia será o país de maior população, à frente da China, com 1,5 bilhão de habitantes.

Continente asiático possui


4,2 bilhões de habitantes

No total, a Ásia representa 4,2 bilhões de habitantes e deve atingir 5,2 bilhões em 2052, antes de iniciar uma redução progressiva. Filipinas, por exemplo, é o 12º país mais populoso do mundo, com 94,9 milhões de habitantes – 54% deles com menos de 25 anos.


A China tem a maior população, com 1,35 bilhão de habitantes, seguida pela Índia, com 1,24 bilhão. Mas o aumento mais expressivo acontece na África, onde a população superou 1 bilhão em 2009 e deve atingir 2 bilhões em 2044.

Dificuldades
Nos países mais pobres, os governos enfrentarão as dificuldades dos jovens para encontrar empregos. Além do aquecimento global, da seca e da explosão descontrolada das megalópoles.

“Sete bilhões de pessoas precisam de alimentos. Energia. Ofertas interessantes em termos de empregos e educação. Direitos e liberdade. Liberdade de expressão. Liberdade de poder educar seus filhos em paz e segurança”, insistiu Ban Ki-moon, do UNFPA.

Brasil tem vários problemas para serem solucionados

Atualmente, a América Latina possui cerca 569 milhões de habitantes, distribuídos em vinte países. O mais populoso deles é o Brasil, com 191.480.630 habitantes.


O Brasil tem muito o quê se preparar para seu crescimento. O Sem planejamento, certamente causará problemas, e não escapa dessa realidade. Em Macapá, a população sofre com hospitais em péssimo estado por causa do desvio de recursos públicos.

Na luta por dias melhores, brasileiros reivindicam seus direitos. Esse é o caso de Paulo Sérgio Souza da Silva, que pintou sua casa com frases de protesto, após não conseguir apoio do governo.

Favelas retratam ainda a triste realidade do crescimento sem controle. Violência e tráfico são alguns dos problemas. Na Rocinha, por exemplo, Unidade de Polícia Pacificadora tenta mudar essa realidade. A falta de estrutura às vezes provoca tragédias, como o incêndio na favela do Buraco Quente, em São Paulo.

A seca e a fome estão presentes na vida de muitos brasileiros, como é o caso dos moradores da zona rural de Umbuzeiro, na Paraíba. Chuvas fortes provocam enchentes em várias partes do País, como a que aconteceu em Boa Vista, em Roraima.

Cidades mais populosas do país


No Rio de Janeiro, por exemplo, as polícias Militar e Civil e o Exército uniram forças para combater a ação de traficantes e das milícias dentro das comunidades.

Em São Paulo, adultos e até mesmo crianças freqüentam a região conhecida como cracolândia para consumir a droga. Situação semelhante acontece em todo o país.

Em Brasília, casos de corrupção chamam a atenção. Na última semana, o ministro do Esporte, Orlando Silva, deixou a pasta após denúncias. Ele é o sexto a sair do governo Dilma Rousseff.

Soluções práticas têm de acontecer urgente

As previsões para a Terra, no atual ritmo em que o planeta está, são catastróficas acerca do futuro da humanidade. O mais pessimista dos o economista, o inglês Thomas Malthus, apregoava no século XIX que, quanto mais gente houvesse no mundo, mais fome, miséria e epidemias surgiriam.

A verdade é que a humanidade terá de botar toda sua inventividade à prova para dar conta de demandas crescentes sem depredar o ambiente nem viver sob escassez. Para se ter uma idéia do tamanho do desafio, de acordo com um estudo do Banco Mundial, para alimentar bem as 9 bilhões de bocas previstas para 2055, será necessário encontrar soluções que permitam elevar em dois terços a produtividade atual.

Não parece impossível diante do que se viu em passado recente: entre 1970 e 2010, a produtividade no campo multiplicou-se por três vezes e meia. Os emergentes já estão conseguindo achar respostas para lidar com variáveis como a menor oferta de espaço para plantar e falta de água.

Em fila

Enfileirados, os 7 bilhões de habitantes da Terra formariam uma linha de 2,1 milhões de quilômetros. A distância equivale a 53 voltas em torno da Terra. Agrupados, ocupariam área equivalente à cidade do Rio de Janeiro.

Neste crescimento todo, o ritmo dos nascimentos tende a diminuir. Bebês nascidos por minuto hoje são 148. Em 2045, eles serão 76. Aliás, a taxa de fecundidades no planeta nunca foi tão baixa.


Em contrapartida, o planeta envelhece. Para se ter uma idéia no Japão, país com o menor porcentual de idoso, vive-se em média 83 anos, 40 anos a mais do que no Afeganistão.

Humanidade se supera a cada bilhão de pessoas

A cada dia, a humanidade supera desafios e vence obstáculos à sua evolução. Para isso, conta com ferramentas imprescindíveis, como a tecnologia e o conhecimento adquirido através de milênios de evolução.

A Tribuna de Ituverava entrevistou pessoas que vivenciaram, de alguma forma a transformação do planeta Terra. Veja, abaixo, como elas encaram a Terra hoje e no futuro.

Veja que número de habitante que você é, entre os 7 bilhões.Clique aqui e faça a sua simulação:

Em 1930, a Terra chegou aos 2 bilhões de habitantes


“Apesar de hoje a tecnologia ser muito mais avançada, e as informações muito rápidas com o advento da internet, no passado havia mais tranqüilidade, pois não havia o corre-corre de hoje, e principalmente segurança. Além do mias, as pessoas se relacionavam mais e as famílias eram mais unidas. Mas não há como contestar que toda evolução é bem-vinda ”.

Guiomar Alves Ferreira, 91 anos, que a habitante número 1.855.411.223
Em 1960, a Terra chegou aos 3 bilhões de habitantes
“Lembro-me que Ituverava era bem menor e que as pessoas, de um modo geral, davam bastante importância aos relacionamentos. Vivíamos um mundo de transformações, com a música dos Beatles. Hoje em dia, tudo é muito rápido – e às vezes, até mesmo a velocidade da informação assusta um pouco. As pessoas também têm um comportamento diferente, considerando para suas vidas outros valores”


José Antônio Jabur, 62 anos, bancário aposentado e diretor financeiro da Fundação Educacional de Ituverava

Em 1974, a Terra chegou aos 3 bilhões de habitantes
“O mundo, naquela época, não era globalizado. Tínhamos restrições severas à liberdade e faltávamos ferramentas importantíssimas, como a informação. Hoje, a humanidade vive bons momentos, com a globalização e o avanço da ciência. Pena que também estamos vendo também a exaustão das reservas naturais. Entretanto, podemos ainda reverter este quadro. O ser humano já resolveu grandes problemas e tem capacidade de resolver estes também”.
Antônio Luís de Oliveira (“Toca”), 44 anos, agrônomo e diretor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ituverava

Em 1987, a Terra chegou aos 5 bilhões de habitantes
“Para mim, o mundo está ótimo. O que precisa ser mudado é limite das pessoas, principalmente, os jovens. Isso causa uma certa aflição e preocupação para os pais. Outra questão que deve ser definitivamente resolvida pela humanidade é o crescimento da violência e da criminalidade. As pessoas devem ampliar e criar meios para que mudara questão da impunidade, principalmente no Brasil”.
Viviane Ribeiro da Rocha, 29 anos, administradora de empresas

Em 1999, a Terra chegou aos 6 bilhões de habitantes
“Sempre vejo a vida com pelo lado positivo. O planeta proporciona coisas belas a seus habitantes, e é bonito ver a humanidade se preocupando com seu futuro e de outras espécies. O que é necessário, em minha opinião, é mais união e amor. É necessário acabar com tudo que provém do egoísmo. Só assim, teremos um planeta regado de amor e alegria”.
Júlia Paiva Dantas de Oliveira, 15 anos, estudante e atriz

Em 2011, a Terra chegou aos 6 bilhões de habitantes
“Acho que minha filha tem sorte de nascer em um momento de tanta tecnologia, e com riquezas naturais. Para ela, no futuro, desejo muita felicidade, saúde e paz, que acho ser o desejo de todo pai. Infelizmente, como mãe, fico preocupada com a violência, com as drogas, com a criminalidade, mas quem tem Deus no coração, como eu, segue perseverante de que um dia, isso tudo vai melhorar ainda mais”.
Kelly Izabel dos Santos, 31 anos, dona de casa, casada com Wellington Carlos Rodrigues, que deu a luz a Sara Camile, no dia 1º de novembro de 2011