Câmara de Vereadores de Ribeirão PretoConcluída esta semana, a pesquisa de opinião pública sobre o aumento no número de cadeiras na Câmara de Ribeirão Preto a partir de 2013 trará um resultado nada favorável aos vereadores.
Segundo Fabiano Guimarães, diretor regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), uma das entidades que bancaram o levantamento, os pesquisadores relataram ser difícil encontrar alguém que se manifestasse a favor da Câmara. “Ainda não é uma informação oficial, mas a esmagadora maioria reprovou o aumento. Só uma em cada 40 pessoas ouvidas era a favor da alta", afirmou.
Resultado oficial
O resultado oficial, no entanto, só será divulgado na próxima terça-feira. Mais de mil pessoas foram ouvidas em 20 pontos da cidade e do distrito de Bonfim Paulista.
Na mesma data, começam a ser distribuídos 40 mil adesivos de protesto para veículos. A pesquisa e a impressão dos adesivos foram bancadas por Ciesp, Acirp (Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto) e Rotary Club.
O presidente local da OAB, Ricardo Giuntini, disse que a necessidade da pesquisa, feita pela Fundace, surgiu após tentativa frustrada de diálogo com a Câmara. “Diante de um resultado negativo à ampliação, vamos analisar possibilidades. A mais provável é a de coletar assinaturas para um projeto de lei de iniciativa popular a fim de revogar o aumento”.
Salários
Os salários dos atuais 20 parlamentares custam por mês R$ 185,7 mil e, com a mudança para 27 vereadores, o valor sobe para R$ 250,7 mil, ou 35% a mais, isso se forem mantidos em 2013 os vencimentos atuais de R$ 9.288.
Em setembro, uma campanha patrocinada pelo Ciesp que também pretendia impedir o aumento de vereadores fracassou. A idéia era espalhar outdoors com dizeres como "Precisamos de mais creches, e não vereadores”.
O presidente da Câmara, Nicanor Lopes (PSDB), à época, negou haver pressão para que a manifestação não tivesse êxito. Ontem, via assessoria, disse que a Casa optou por um plebiscito.